sexta-feira, 25 de julho de 2014

SEPE, 37 anos democráticos de luta e solidariedade



Em mais um momento em que os governos com suas polícias em ação conjunta com a justiça tentam criminalizar o movimento social e os ativistas, o SEPE/RJ mencionado em reportagens e relatórios policiais, vem reiterar princípios constituintes de sua natureza histórica.

Nascido em plena ditadura militar, tem em suas veias o sangue da contestação às arbitrariedades e              autoritarismo.Participou ativamente dos momentos históricos pelo fim da ditadura militar, pelas diretas , 
por um estado democrático de direitos

No combate específico pelo direito à educação de qualidade e dignidade para os profissionais da educação,sempre construiu, pedagogicamente, os princípios de solidariedade militante aos movimentos sindicais e  sociais. Foi mais além sendo solidário também ao sofrimento do povo carioca nas tragédias vividas como,  por exemplo,as das chuvas que ceifaram milhares de vidas na região serrana e no morro do Bumba em Niterói.

Em nossos movimentos sempre recebemos apoio e solidariedade de movimentos sindicais, sociais e da população do estado do Rio de Janeiro.

Em suas greves recentes, 2013 /2014, a exemplo da greve em 1979, em plena ditadura militar, vivenciou novos episódios de repressão policial violenta, intransigência de governos e arbitrariedades do sistema judiciário.

Nunca nos acostumamos com isso. Nossa natureza contestatória mais uma vez não se calará diante da negação de direitos e da imposição de um estado de exceção. Repudiamos as prisões arbitrárias e a tentativa de transformar a cultura de solidariedade do movimento sindical para com os movimentos sociais em geral em ações de “financiamento”.

Basta de criminalização dos movimentos sociais. Pelo fim das perseguições políticas. Por um estado democrático de direitos. Que os governos parem de reprimir e negociem com os movimentos sindicais e sociais.





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Conversando com versos (68):"S'amor non è, che dunque è quel ch'io sento?", de Francesco Petrarca (1304-1374)



"Se não é amor, o que é isto que experimento?"




Se não é amor, o que é isto que experimento?
Mas se é amor, por Deus, que coisa é essa?
Se boa, por que tem ação perversa?
Se má por que é tão doce o seu tormento?

Se ardo por querer, por que o pranto e o lamento?
Se o faço de malgrado, que vale lamentar?
Ó viva morte, ó deleitoso penar,
Como podes tanto sem meu consentimento?

E se eu consinto, sem razão pranteio.
A tão contrário vento em frágil barca,
Eu vou para o alto mar e sem governo.

É tão grave de erro, de ciência é parca
Que eu mesmo não sei bem o que anseio
E tremo em pleno verão e ardo no inverno.
 





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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Classes e luta de classes: perspectivas

Por Wladimir Pomar

As jornadas populares de junho de 2013, assim como a sequência de greves de trabalhadores assalariados, as mobilizações de trabalhadores sem-terra e sem-teto, e as manifestações dispersas de outros setores sociais, expressam a emergência da luta das novas gerações das classes populares. Após mais de 25 anos de descenso, a luta de classes retomou sua ascensão.
Essa retomada se deve a um conjunto variável de fatores. O crescimento econômico produzido a partir de 2003, mesmo incapaz de reverter a inércia desindustrializante do período neoliberal, promoveu a criação de mais de 20 milhões de empregos. Em outras palavras, causou uma profunda mobilidade da classe dos excluídos para a classe dos trabalhadores assalariados, colocando milhões de brasileiros em concorrência no mercado de trabalho.
Os programas de transferência de renda, articulados a programas de educação básica e profissional, e de saúde pública, colocaram outros milhões de excluídos na situação de semi-incluídos no caos do mercado. Assim, ao contrário da suposição de que essas políticas governamentais seriam amortecedoras da luta de classes, na verdade elas atenderam a uma parte das demandas básicas das classes pobres e miseráveis e introduziram as condições para demandas e reivindicações mais elevadas.
As novas gerações das classes populares, ao verem atendidas, mesmo em parte, suas demandas básicas de sobrevivência, confrontaram-se não só com as diferentes formas exploração capitalista. Confrontaram-se, também com transportes urbanos caros, insuficientes e ineficientes, com uma educação  e uma saúde publica deficiente, com a ausência de moradia e de saneamento básico, e com pouca oferta de alimentos e bens de consumo a preços acessíveis.
Confrontaram-se, ainda, com um aumento aparentemente inexplicável da violência. Esta, tanto por parte das parcelas excluídas não beneficiadas pelas políticas de emprego e de transferência de renda, quanto por parte da repressão policial às lutas por novas conquistas econômicas e sociais. Assim, a nova luta de classes emergiu sem que as classes populares tivessem consciência de que insuficiências, ineficiências, deficiências, ausências, preços elevados e violências estão relacionados com a privatização dos serviços públicos e com a herança de décadas de estagnação e devastação neoliberal. Mas demonstrou a compreensão da necessidade de uma presença mais efetiva do Estado para solucionar tais problemas.
Ou seja, as demandas relacionadas com o transporte urbano e suburbano, com a educação e a saúde pública, com a moradia e o saneamento básico, com o aumento da oferta de alimentos e bens de consumo não duráveis a preços mais baixos, e com a segurança pública, configuraram uma situação em que a ação do governo e do Estado não podem ficar amarrados aos projetos e ritmos da primeira década do século 21.Os membros do governo não podem mais continuar vacilando diante da necessidade das reformas. Não é mais possível aceitar, por exemplo, que um ministro se coloque contra a reforma das comunicações, por medo da rede Globo.
É necessário explicitar sem rodeios a posição diante das reformas reclamadas pelas ruas, mesmo que a maioria do congresso e da mídia expresse sua oposição a elas. A disputa terá que estar voltada não mais para o interior do congresso e do governo, mas para as grandes massas que compõem os excluídos, a classe trabalhadora assalariada e parcelas significativas da pequena-burguesia proprietária.
Não é por acaso, frente às eleições de 2014, que os setores reacionários já proclamem a necessidade de um golpe “moralizador”, ao invés da via eleitoral. E que os candidatos que expressam os interesses da grande burguesia se vejam na contingência de defender mudanças “para melhor”. Escondem o tipo real de mudanças que pretendem adotar, mas sabem que mudar “para melhor” faz parte do sentimento das grandes massas da população. Estas acordaram para a luta econômica e social e, apesar das aparências em contrário, também para a luta política. E colocam as mudanças no centro da disputa pela hegemonia política e social.
Para conquistar as mudanças ou reformas estruturais demandadas pelas camadas populares da população brasileira é necessário que a esquerda constitua, juntamente com essas camadas e com parte das camadas médias, uma grande força social e política capaz de deter e derrotar a ofensiva da direita. As diferentes correntes da esquerda precisam encontrar os pontos comuns capazes de unificá-las na luta contra seus principais inimigos de classe. Isto é, a grande burguesia corporativa que monopoliza e domina a sociedade brasileira. Infelizmente, ainda não vivemos uma situação revolucionária, mas estamos diante de um momento crucial da luta contra a hegemonia e o domínio político da grande burguesia.
Portanto, as alianças internas na esquerda devem ter como parâmetro as reformas estruturais. São reformas que visam aumentar o papel e os investimentos do Estado na indústria e nos serviços públicos, aprofundar a participação democrática das classes populares nas decisões do Estado e dos governos, e democratizar a economia, desmantelando os monopólios e oligopólios. Ou seja, reformas que, mesmo não superando o capitalismo, contribuam para o desenvolvimento das forças produtivas e para o aumento quantitativo e qualitativo da classe trabalhadora assalariada e de sua fração industrial na sociedade brasileira.
Dizendo de outro modo, as reformas estruturais devem combinar a melhoria das condições de vida da maioria do povo com a constituição de uma poderosa força social trabalhadora (industrial, agrícola, comercial e de serviços). Força social capaz de se contrapor à burguesia como um todo, tanto na vida econômica e social, quanto no Estado. Se as correntes de esquerda não se aliarem em torno dessa questão estratégica, será mais difícil unificar-se em torno dos problemas e alianças táticas.
No momento, tais problemas  estão centrados nas eleições presidenciais de 2014. A questão chave aqui consiste em derrotar os representantes políticos, escrachados ou ocultos, da grande burguesia corporativa. Esta tem como objetivo central retomar o caminho neoliberal de superávit primário elevado, juros altos, privatização dos ativos estatais, arrocho salarial, estagnação econômica e desemprego como instrumentos de combate à inflação. Os rachas nas supostas forças de sustentação do  governo Dilma e a migração delas tanto para a candidatura Aécio quanto para a candidatura Campos, expressam o fim das ilusões da burguesia corporativa de que o PT e Dilma seguiriam o caminho da socialdemocracia europeia, transformando-se em paladinos neoliberais.
As respostas do governo Dilma às manifestações populares, embora ainda tímidas, reiteraram o compromisso com a luta pelas reformas política, tributária, da comunicação, agrária, urbana, das jornadas de 40 horas, e do fortalecimento dos conselhos populares. O que causou, na prática, uma rebelião tanto da direita oposicionista, quanto daquela incrustada no governo. Nessas condições, o PT está sendo levado a não mais submeter-se aos interesses do PMDB, nem às oligarquias regionais, e a tomar como critério básico de suas alianças o programa de reformas estruturais.
Na prática, o PT e Dilma estão sendo levados a defender um programa de reformas que implicará em um arco de alianças diferente daquele armado em 2010. Ou seja, um arco que contemple fundamentalmente os partidos de esquerda e de centro-esquerda e, principalmente, as organizações e os movimentos sociais. É lógico que há setores da burguesia em contradição com a burguesia corporativa, interessados nas reformas que facilitem a industrialização do país. Tais setores, embora percam a parcela de governo que haviam conquistado em 2010, podem participar desse novo arco de alianças. O que é bom porque divide a burguesia como classe.
Assim, embora as eleições de 2014 possam parecer menos polarizadas do que as de 2010, na verdade estarão em jogo forças e projetos muito mais antagônicos do que os de quatro anos atrás. Enquanto em 2010 a oposição a Dilma e ao PT aparecia apenas como uma força extremamente reacionária, agora ela aparece como uma força mudancista para “melhor”, embora esse “melhor” seja o retorno ao neoliberalismo devastador dos anos 1990. Nesse contexto, o dilema da esquerda e do povo brasileiro deixou de ser a disputa entre o melhorismo e o reacionarismo.
Passou a ser a disputa entre mudancismo regressivo e reformas estruturais que contribuam para mudar a correlação de forças entre a burguesia e a classe dos trabalhadores assalariados a favor desta. O que dependerá, em grande medida, das retificações estruturais que o próprio PT fizer em seu interior. Isto é, retificações que permitam à sua militância recuperar a disposição de luta, a participação nas decisões partidárias e o repúdio aos métodos de trabalho clássicos e corruptos dos partidos burgueses. Ou seja, que saiba combinar as formas de lutas antigas, como as realizadas pelos garis do Rio de Janeiro e pelos motoristas e cobradores de transportes coletivos de diversas cidades do país, com as formas de luta de grande parte das gerações jovens contemporâneas.
Essas são as perspectivas da luta de classes no Brasil. Espero que a série de textos a respeito tenha contribuído, de alguma forma, para suscitar o debate sobre as classes sociais e a luta entre elas, questão chave para definir qualquer projeto estratégico que tenha o socialismo como perspectiva futura.

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Aposentados: Sepe reabre cadastramento para ação do Nova escola






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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Embargo ao Estado terrorista de Israel


Por Altamiro Borges


Em mais um dia de intensos bombardeios, cerca de 60 palestinos foram assassinados neste domingo (20) pela ação terrorista do Estado de Israel. Segundo a agência de notícias Reuters, residentes de um bairro de Gaza "deixaram as ruas do conflito repletas de corpos e destroços, e muitos se abrigaram no hospital de Shifa. Lamentos e perguntas como 'você viu Ahmed' ou 'você viu minha esposa' ecoavam no pátio do hospital. Na parte de dentro, mortos e feridos eram vistos deitados no chão manchado de sangue. O diretor do hospital de Shifa, Naser Tattar, disse que 17 crianças, 14 mulheres e quatro idosos estavam entre os 62 mortos, e cerca de 400 pessoas foram feridas no ataque de Israel".

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que comanda a ofensiva aérea e terrestre, parece não ter freios nesta ação terrorista, que já causou mais de 400 mortos - a maioria de civis, incluindo mulheres e crianças. Várias governantes já se pronunciaram contra o genocídio, inclusive a presidenta Dilma Rousseff, que condenou a "reação desproporcional" contra o Hamas. Já o primeiro-ministro da Turquia, Racyyp Erdogan, afirmou que Israel já superou a barbárie nazista. Neste domingo, o próprio secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, criticou o “terrível ataque" e apelou para que o exército israelense "faça mais" para poupar a vida dos civis palestinos.

Todos estes apelos, porém, não têm contido a fúria assassina do Estado terrorista de Israel, que conta apenas com o irrestrito apoio do governo dos EUA. Diante deste cenário de barbárie, ganha força um manifesto lançado nesta semana por intelectuais e artistas de diversos países que propõe o imediato embargo militar a Israel como forma de pressionar pelo fim das agressões e da ocupação na Palestina. Segundo o texto, as trocas comerciais e militares com o país bancam as ações do exército israelense. Entre os signatários do manifesto estão seis Prêmios Nobel da Paz. Reproduzo abaixo o documento:

*****

Israel, mais uma vez desencadeou toda a força de seu exército contra a população palestina em cativeiro, particularmente na sitiada Faixa de Gaza, em um ato desumano e ilegal de agressão militar. O atual ataque israelense em Gaza já matou muitos civis inocentes, causou centenas de feridos e devastou infraestrutura civil, incluindo o setor de saúde, que foi severamente danificado.

A capacidade de Israel para lançar este tipo de ataques devastadores com impunidade deriva em grande parte da vasta cooperação militar internacional e comércio de armas que Israel mantém com governos cúmplices em todo o mundo.

Durante o período de 2008 a 2019, os Estados Unidos pretendem fornecer ajuda militar a Israel no valor de 30 bilhões de dólares, enquanto vendas militares israelenses anuais mundiais chegam a bilhões de dólares. Nos últimos anos, os países europeus têm exportado armas para Israel no valor de bilhões de euros e a União Europeia financiou as empresas militares israelenses e universidades com bolsas de pesquisa militares no valor de bilhões euros.

As economias emergentes, como a Índia, Brasil e Chile, aumentam rapidamente o seu comércio e cooperação militar com Israel, apesar de afirmarem que apoiam os direitos dos palestinos.

Importando e exportando armas para Israel e facilitando o desenvolvimento de tecnologia militar israelenses, governos estão de fato enviando uma mensagem clara de aprovação da agressão militar de Israel, incluindo os seus crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade.

Israel é um dos principais produtores e exportadores de drones militares do mundo. A tecnologia militar de Israel, desenvolvida para manter décadas de opressão, é comercializado sob a classificação de “testada no campo” e é exportado em todo o mundo.

O comércio militar com Israel e as relações de pesquisa militar conjunta incentivam a impunidade de Israel enquanto comete violações graves do direito internacional e facilitam a consolidação de um sistema israelense de ocupação, colonização e negação sistemática dos direitos dos palestinos.

Apelamos às Nações Unidas e governos de todo o mundo a tomar medidas imediatas para aplicar um abrangente e juridicamente vinculativo embargo militar contra Israel, semelhante a o embargo imposto a África do Sul durante o apartheid.

Governos que expressam sua solidariedade com a população palestina em Gaza, a mais atingida pelo militarismo, as atrocidades e a impunidade de Israel, devem começar a cortar todos os laços militares com Israel. Os palestinos hoje precisam da solidariedade efetiva não caridade.

- Arch Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz, África do Sul;

- Rigoberta Menchú, Prêmio Nobel da Paz, Guatemala;

- Mairead Maguire, Prêmio Nobel da Paz, Irlanda;

- Adolfo Perez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz, Argentina;

- Jody Williams, Prêmio Nobel da Paz, EUA;

- Betty Williams, Prêmio Nobel da Paz, Reino Unido/Irlanda do Norte;

- Roger Waters, músico, Reino Unido;

- Alice Walker, autora, EUA;

- Frei Betto, teólogo da libertação, Brasil;

- Zwelinzima Vavi, secretário-geral da COSATU, África do Sul;

- João Antonio Felicio, presidente da Confederação Sindical Internacional, Brasil;

- Slavoj Zizek, filósofo, Eslovénia;

- Nurit Peled, acadêmico, Israel;

- Gillian Slovo, autor, ex-presidente do PEN (UK), Reino Unido;

- Gita Hariharan, escritora, Índia;

- Federico Mayor Zaragoza, ex-diretor geral da UNESCO, Espanha;

- Chris Hedges, jornalista, Prêmio Pulitzer de 2002, EUA;

- Botas Riley, rapper, poeta, produtor de artes, EUA;

- Noam Chomsky, filósofo, comentador político, EUA;

- Ilan Pappe, historiador, Israel;

- John Dugard, ex-juiz do Tribunal Internacional de Justiça, África do Sul;

- John Pilger, jornalista e cineasta, Austrália;

- Richard Falk, ex-relator especial da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, EUA;

- Coodavia Ismail, ex-embaixador da África do Sul de Israel;

- Judith Butler, teórica de gênero, Prêmio Theodor W. Adorno, EUA.






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terça-feira, 22 de julho de 2014

O povo palestino tem o direito de resistir e lutar contra a ocupação israelense

Por MST

Uma nova ofensiva militar israelense já resulta em centenas de prisões e mortes na Palestina ocupada. Seja na Cisjordânia, em Gaza, em Jerusalém ou nos territórios palestinos ocupados em 1948, o que vemos é mais violência e violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário por parte do governo de Israel. Milhares de civis são assassinados, feridos e presos durante as operações militares israelenses.

Agora Israel ameaça invadir novamente Gaza. Toda invasão de Gaza resultou em bombardeios de casas, escolas, hospitais, sedes de organizações políticas e sociais palestinas e de apoio humanitário, uso de bombas de fósforo branco, armas com munição feita de urânio empobrecido e bombas incendiárias que se assemelham ao napalm usado pelos EUA na Guerra do Vietnã.

Diante de mais essa agressão sionista-colonialista o que resta ao povo palestino é continuar a luta e a resistência popular por Paz, Justiça e Libertação Nacional. A origem do conflito é a ocupação das terras palestinas pelo colonialismo israelense. O fim da ocupação israelense é a única solução para assegurar uma paz justa e duradoura na região. Enquanto esse dia não chega o povo palestino conta com a coragem e a rebeldia de quem vive sob a ocupação israelense, e com a solidariedade internacional de pessoas, organizações e governos que, juntos, formam um poderoso movimento de denúncia contra as injustiças praticadas por Israel.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST está e estará sempre ao lado dos que lutam por justiça e dignidade. E neste conflito estamos juntos com o povo palestino e com suas legítimas organizações, que através da resistência diante do opressor, mostram o caminho que irá resultar na liberdade do povo e da terra. O MST estará com várias organizações do povo brasileiro na luta por uma Palestina Livre, Soberana e Independente. Também conclamamos nossas organizações-irmãs que fazem parte da Via Campesina a participarem ativamente da luta em solidariedade a este povo heroico que é para nós um exemplo de dignidade, ousadia e coragem.

O povo brasileiro está na luta junto com o povo palestino.

PALESTINA LIVRE JÁ!!!
PELO FIM DA OCUPAÇÃO ISRAELENSE!!!
PÁTRIA PALESTINA LIVRE, VENCEREMOS!!!




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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Os jogadores de futebol precisam de mística além de psicologia


Por Leonardo Boff


Foi uma idéia construtiva da CBF e do grupo técnico da seleção de futebol brasileira ter convocado uma psicóloga experiente na área, Regina Brandão, para acompanhar os jogadores nos seus jogos. A incorporação do acompanhamento psicológico já existe há anos na seleção alemã. O sentido é evidente: criar uma atmosfera de serenidade interior, celebrar as vitórias de forma controlada e criar as condições de uma boa resiliência nas derrotas, vale dizer, saber dar a volta por cima, aprender dos erros e melhorar o desempenho.
Mas estimo que isso ainda não é suficiente. A psicologia pode ser enriquecida com a mística. Não me venham logo dizer que estou introduzindo religião no futebol. Precisamos antes demais nada desmistificar a mística. Ela tem muitos significados, sendo que dois são principais: o sentido sociológico e o sentido espiritual mas não confessional.
Dou dois exemplos que esclarecem melhor do que muitas palavras. Nos dias 17 e 18 de maio de 1993, frei Betto e eu organizamos uma reflexão aberta sobre mística a espiritualidade. Era durante a semana, de manhã e de tarde. Vieram mais de 500 operários, a maioria metalúrgicos. Queriam saber que diabo é isso de místa e espiritualidade. Foram duas palestras de abertura. O resto, debates, do maior interesse e grande atenção de todos. Tudo foi registrado e saiu em livro já com muitas edições: Mística e Espiritualidade (Vozes 2014).
Outro exemplo: cada grande reunião do Movimento dos Sem Terra, com centenas de pessoas, sempre se inicia com uma “mística”. Que ocorre ai? Teatralizam-se os problemas vividos pelos participantes, criam-se símbolos significativos, entoam-se canções, ouvem-se testemunhos de luta e de vida. Nem sempre se fala de Deus. O que irrompe é um sentido de vida, um reforço na vontade de levar avante os projetos, de resistir, de denunciar e de criar coisas novas. O efeito final é o entusiasmo geral, leveza de espírito, congraçamento de todos. Por estas “celebrações” toca-se a dimensão mais profunda do ser humano, lá onde estão nossos melhores sonhos, nossas utopias, nossa determinação de melhor a vida. Esse é o sentido sociológico de mística. Ele se encontra referido na famosa palestra de Max Weber, um dos fundadores da sociologia, aos estudantes de Munique em 1919 sobre A política como vocação. Para ele, uma política digna desse nome (não o viver da política mas o viver para a política) implica numa mística, caso contrário se atola no pântano dos interesses individuais ou corporativos. Mística para Max Weber significa o conjunto das convicções profundas, as visões grandiosas e as paixões fortes que mobilizam pessoas e movimentos, inspirando práticas capazes de afrontar dificuldades e sustentando a esperança face aos fracassos. A maioria dos movimentos populares vivem desta mística face à dureza das dificuldades.
Pois esse tipo de mística pode e deve ser vivida pelos jogadores de futebol, mormente, os da seleção nas Copas Mundiais ou nos grandes torneios. Vejam que não se trata apenas de psicologia com suas motivações. Trata-se de valores, de sonhos bons, de entusiasmo. A questão é como chegar a isso?
Aqui vem o segundo sentido de mística, o espiritual. Mas precisamos fazer algum esclarecimento: temos um lado exterior, o nosso corpo com o qual entramos em contacto com os outros, a natureza e o universo. O futebol treina todas as virtualidades possíveis do corpo para criar o atleta e o craque. Mas não basta. Temos o nosso interior que é a psiqué habitada por paixões, amores, ódios, arquétipos profundos, a dimensão de luz e a de sombra. Tarefa de cada um é domesticar os demônios, potenciar os anjos bons de tal forma que possa viver em paz consigo mesmo, com os outros e não sermos vítimas dos impulsos e criando vítimas.
Mas temos também o profundo que é nosso lado espiritual. No nosso profundo, encontramos as indagações inescapáveis que nos acompanham ao largo da vida: Quem sou eu? Que faço neste mundo? Que posso esperar para além desta vida? Qual o sentido de jogar na Copa? Como devo me comportar nas vitórias e nas derrotas? Sabemos hoje pelas novas ciências da vida, da Terra e do universo que todas as coisas são interdependentes entre si e se entreajudam para viver. Tem que haver um elo que liga e re-liga todas elas.  Os cosmólogos falam da Energia de Fundo que subjaz a todo o universo e a cada coisa, tambem a cada pessoa. Temos ainda um Eu profundo de onde nos vém   sugestões e projetos que nos mobilizam.
No nivel humano um dos nome desta Energia de Fundo, poderosa e amorosa se chama entusiasmo. Gosto desta palavra porque entusiasmo em grego significa “ter um deus dentro”: aquela Energia que é maior que nós e que nos toma e que nos conduz pela vida afora. Sem entusiasmo nos acercamos do mundo da morte. A moderna ciência do cérebro identificou o que os cientistas chamaram o ponto Deus no cérebro ou a inteligência espiritual. Sempre que se abordam questões fundamentais da vida, se busca uma visão mais global, quando se pergunta pela Energia misteriosa que em tudo penetra e que tudo sustenta, há uma aceleração de uma zona dos neurônios maior que a normal. Somos dotados de um órgão interior pelo qual captamos aquilo que foi chamado de Tao, de Shiva, de Olorum, de Alá, de Javé, de Deus. Não importam os nomes: mas a experiência de uma Totalidade na qual estamos inseridos, um Elo que segura todas as coisas. Ativar o “ponto Deus” nos torna mais sensíveis aos outros, mais cuidadosos, mais amigos, compreensivos, atentos e inventidos em nossas jogadas e em nossas estratégias.
Creio que um jogador faria bem, antes de começar os treinos ou um jogo, retirar-se num canto, concentrar-se e escutar esse Eu profundo donde nascem as boas ideias, os bons sentimentos e se fortalece o “entusiasmo”. E há pessoas como frei Betto, Dom Marcelo Barros e outros que fariam magistralmente esse trabalho. Eles colocariam os jogadores afinados com o “ponto Deus” e dispensariam a magia do “Tois”. Haveria mais concentração, mais calma,mais sentido de grupo, pois o que faz vencer memo é a boa articulação do grupo, como sempre tem insistito Pelé. Isso não garante a vitória mas a torna mais provável e criaria o espaço para que ela irrompa como expressão feliz da Energia de Fundo que está sempre disponível para cada um e que pode sempre ser invocada e interiorizada. Ai o jogador é um perfeito craque no corpo, na psiqué e no espiritual.


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