quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Prestando Contas (25). Mês de referência: Agosto de 2014

Relatório de atividades (resumo):

O Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu está divulgando o Relatório de Atividades e o balancete mensal referentes a agosto de 2014.

Neste mês, a luta sindical continuou no sentido de cobrar dos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro os termos do acordo, quando do término da greve unificada em 27 de setembro último.

O governo estadual continuou fazendo retaliações aos profissionais grevistas com abertura de processos por abandono de cargo, além de cortes de salários e da perda de origem. O Sindicato acompanhou os diversos casos, incluindo idas às Coordenadorias Regionais.

Quanto às perseguições na rede municipal do Rio de Janeiro, o governo fez seguidos descontos salariais. Tendo como consequência o não reconhecimento do direito dos alunos à reposição das aulas devido à greve.

O Núcleo continuou com seu trabalho de visitas às escolas e com seus plantões diários. Destaque para os plantões do Departamento Jurídico, que ocorreram periodicamente na sede do sindicato.

Ocorreram também as reuniões ordinárias dos Conselhos Municipais de Educação e do Meio Ambiente, onde o Sepe tem assento, ambos de Rio das Ostras.

Ainda aconteceram as reuniões de Comissão Paritária para revisão do PCCV da Educação, onde igualmente o Sepe tem representação. Nessas ocasiões a representante sindical apresenta propostas e questionamentos a partir de posições tiradas nos fóruns da categoria.

Por fim, registrou-se a realização de reunião da diretoria e da assembleia estatutária para eleição de representantes de escolas junto ao Sepe/RJ (Sepe Central). Nesta assembleia, o Núcleo aprovou propostas para o Conselho Orçamentário do Sepe/RJ previsto para o dia 16 de agosto, na ABI.

Calendário de Atividades realizadas e participadas pelo Núcleo no mês de agosto de 2014:


02 (sáb) – 10h – Conselho Deliberativo da rede municipal do RJ, no Sepe/RJ

04 (2ªf) – Visitas às escolas

06 (4ªf) – 14h – Reunião da Comissão do PCCV, no Sindserv

07 (5ªf) – 19h – Reunião de Coordenação do GAL, na Igreja Matriz

11 (2ªf) – Visitas às escolas
            – 14h – Reunião da Comissão do PCCV, no Sindserv

13 (4ªf) – 9h – Reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) de Rio das Ostras, na Semap
14 (5ªf) – Visitas às escolas
         – 18h – Reunião de diretoria do Núcleo, na sede
         – 19h – Assembleia Estatutária das redes municipais e estadual, na sede

15 ( 6ªf) – 10h – Plantão do Departamento Jurídico, na sede.

19 (3ªf) – Visitas às escolas
             –14h – Reunião do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Rio das Ostras, no Conselho Tutelar.

20 (4ªf) – 14h – Reunião da Comissão do PCCV no Sindserv

22 (6ªf) – 14h – Audiência na Coordenadoria Norte Fluminense, em Campos

26 (3ªf) – 14h -  Reunião da Comissão do PCCV, no Sindserv

27 (4ªf) – 14h – Reunião do Conselho Municipal de Educação (CME) de Rio das Ostras, na Semed

28 (5ªf) – 10h – Plantão do Departamento Jurídico, na sede


Nos dias 1º, 02, 04, 05, 06, 07, 08, 11, 12, 13, 14, 15, 18, 19, 20, 21, 25, 26, 27, 28 e 29 de agosto aconteceram os plantões de diretores na sede do Núcleo conforme anotações no livro “Cotidiário”. Ações de rotina: atendimento à categoria, presencialmente ou por telefone; contatos pelas redes sociais; elaboração de textos, boletins, cartazes e postagens na internet; elaboração do plano de contas e dos balancetes mensais; contatos com bancos e fornecedores; contatos com o Sepe Central e demais instituições; organização e funcionamento da sede, em geral.



Só a luta transforma a vida!









Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu

Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Nova Esperança – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras

Conversando com versos (89): "Pálida, à luz da lâmpada sombria", de Álvares de Azevedo (1831-1852)




"Pálida, à luz da lâmpada sombria"



Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era a mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo! 

Fonte: Azevedo, Álvares de. Coleção Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1982, p.22


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Câmara Municipal de Rio das Ostras se faz de morta e frustra expectativa dos profissionais de educação. Basta de enrolação!

Nesta terça feira, 18 de novembro, o Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu se fez presente em mais uma sessão da Câmara Municipal de Rio das Ostras. De novo, para acompanhar e pressionar os vereadores para os mesmos discutirem e aprovarem o reajuste dos profissionais da educação. Até agora, somente os vereadores autoproclamados de oposição citaram a ausência do tema na Casa.



De novidade, temos a Resolução 001/2014 de iniciativa do Prefeito de reduzir o seu próprio salário e  do vice-Prefeito.  Parece mais uma jogada de marketing político para se fazer crer em suposta transparência e responsabilidade de sua gestão. E preparar o ambiente para o que virá.

Conforme pronunciamento de um vereador experimentado, este não vê relevância para as finanças do Município essa diminuição salarial proposta pelo prefeito e indaga sobre o real impacto que causam os inúmeros e vultosos contratos com empresas e empreiteiras.



Ora, se a Prefeitura  precisa "cortar na carne", que comece então pelos altos cargos comissionados e por esses contratos feitos a peso de ouro, muitas vezes sem retorno efetivo para a população sofrida de Rio das Ostras. A partir daí poderemos ter um real enxugamento da máquina pública e não usar de subterfúgio para não enviar à Câmara o tão esperado reajuste dos servidores. E, pior, o Executivo ficar se escondendo por trás da Lei de Responsabilidade Fiscal. de conhecido cunho neoliberal.

De nossa parte, o Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu desde o início do ano está solicitando audiência com o Prefeito para tratar, entre outros pontos, do reajuste real de salário. E não apenas da reposição inflacionária do período. Mas, infelizmente, não temos tido resposta. Continuamos pressionando a Câmara e, nas próximas sessões de terças e quartas-feiras estaremos lá.


Profissionais da educação, a hora é essa! Vamos lotar a Câmara de Vereadores, ocupando o plenário de muitas cadeiras azuis, até então, vazias. Vamos fazer juntos a nossa parte para denunciar os desmandos dessa Prefeitura e cobrar nossos direitos. Reajuste, já!





Só a luta transforma a vida!



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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Se conhecessemos os sonhos do homem branco…



Por Leonardo Boff

A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das econonomias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros e de modo geral toda a zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, da Alemanha. Ladislau Dowbor ( http://dowbor.org)., professor de economia da PUC-SP resumiu um estudo do famoso Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (ETH) que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente, ligados aos grandes bancos e outras imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada.
O capitalismo realizou agora o seu sonho possivelmente o derradeiro de sua já longa história. Atingiu o teto extremo. E depois do teto? Ninguém sabe. Mas podemos imaginar que a resposta nos virá não de outros modelos de produção e consumo mas da própria Mãe Terra, de Gaia, que, finita, não suporta mais um sonho infinito. Ela está dando claros sinais antecipatórios, que no dizer do prêmio Nobel de medicina Christian de Duve (veja o livro Poeira Vital: a vida com imperativo cósmico, 1997) são semelhantes àqueles que antecederam às grandes dizimações ocorridas na já longa história da vida na Terra (3,8 milhões de anos). Precisamos estar atentos, pois os eventos extremos que já vivenciamos nos apontam para eventuais catástrofes ecológico-sociais ainda na nossa geração.
O pior disso tudo que nem os políticos, nem grande parte da comunidade científica e mesma da população se dá conta dessa perigosa realidade. Ela é tergiversada ou ocultada, pois é demasiadamente anti-sistêmica. Obrigar-nos-ia a mudar, coisa que poucos almejam. Bem dizia Antonio Donato Nobre num estudo recentíssimo (2014) sobre O futuro climático da Amazônia: ”A agricultura consciente, se soubesse o que a comunidade científica sabe, (as grande secas que virão) estaria na rua, com cartazes, exigindo do governo proteção das florestas e plantando árvores em sua propriedade”.
Falta-nos um sonho maior que galvanize as pessoas para salvar a vida no Planeta e garantir o futuro da espécie humana. Morrem as ideologias. Envelhecem as filosofias. Mas os grandes sonhos permancecem. São eles que nos guiam através de novas visões e nos estimulam para gestar novas relações sociais, para com a natureza e a Mãe Terra.
Agora entendemos a pertinência das palavras do cacique pele-vermelha Seattle ao governador Stevens, do Estado de Washington em 1856, quando este forçou a venda das terras indígenas aos colonizadores europeus. O cacique não entendia por quê se pretendia comprar a terra. Pode-se comprar ou vender a aragem, o verdor das plantas, a limpidez da água cristalina e o esplendor das paisagens? Para ele, tudo isso é terra e não o solo como meio de produção.
Neste contexto reflete que os peles-vermelhas compreenderiam o o porquê e a civilização dos brancos “se conhecessem os sonhos do homem branco, se soubessem quais as esperanças que esse transmite a seus filhos e filhas nas longas noites de inverno, e quais as visões de futuro que oferece para o dia de amanhã”.

Qual é o sonho dominante de nosso paradigma civilizatório que colocou o mercado e a mercadoria como o eixo estruturador de toda a vida social? É a posse de bens materiais, a acumulação financeira maior possível e o desfrute mais intenso que pudermos de tudo o que a natureza e a cultura nos podem oferecer até à saciedade. É o triunfo do materialismo refinado que coopta até o espiritual, feito mercadoria com a enganosa literatura de auto-ajuda, cheia de mil fórmulas para sermos felizes,construída com cacos de psicologia, de nova cosmologia, de religião oriental, de mensagens cristãs e de esoterismo. É enganação para criar a ilusão da felicidade fácil.

Mesmo assim, por todas as partes surgem grupos portadores de nova reverência para com a Terra, inauguram comportamentos alternativos, elaboram novos sonhos de um acordo de amizade com a natureza e creem que o caos presente não é só caótico, mas generativo de um novo paradigma de civilização, que eu chamaria de civilização de re-ligação, sintonizada com a lei mais fundamental da vida e do universo, que é a panrelacionalidade, a sinergia e a complementariedade.
Então teríamos feito a grande travessia para o realmente humano, amigo da vida e aberto ao Mistério de todas as coisas. Ou mudamos ou seguiremos um triste caminho sem retorno.


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Brasil: a grande divisão





Por Boaventura de Sousa Santos

Escrevo esta crônica de Cuiabá, capital do Estado do Mato Grosso e que é também a capital do que no Brasil se designa por agronegócio (agricultura industrial de monocultura: soja, algodão, milho cana do açúcar), a capital do consumo de agrotóxicos que envenenam a cadeia alimentar e da violência contra líderes camponeses e indígenas que defendem as suas terras da invasão e do desmatamento ilegais. Reúno-me com líderes de movimentos sociais, um deles (indígena Xavante) chegado à reunião clandestinamente por estar sob ameaça de morte. Deste lugar e desta reunião torna-se particularmente claro o que está em jogo nas próximas eleições no Brasil.

As classes populares – o vasto grupo social de pobres, excluídos e discriminados que viu o seu nível de vida melhorado nos últimos doze anos com as políticas de redistribuição social iniciadas pelo Presidente Lula e continuadas pela Presidente Dilma – estão perplexas mas têm os pés bem assentes no chão e não me parece que sejam facilmente iludidas. Sabem que as forças conservadoras que se opõem à Presidente Dilma estão apostadas em recuperar o poder político que perderam há doze anos. Conscientes de que a época Lula transformou ideologicamente o país, não o poderão fazer pelos meios e com os protagonistas habituais. Para pôr fim a essa época é necessário recorrer a alguém que a evoque, Marina Silva, o desvio contra-natura para chegar ao poder. A pouco e pouco as classes populares vão conhecendo o programa de Marina Silva e identificando, tanto o que nele é transparente, quanto o que nele é mistificatório.

É transparente o regresso ao neoliberalismo que permita os lucros extraordinários decorrentes das grandes privatizações (da Petrobras ao pré-sal) e da eliminação da regulação macroeconómica e social do Estado. Para isso se propõe a total independência do Banco Central e a eliminação das diplomacias paralelas (leia-se, total alinhamento com as políticas neoliberais dos EUA e da UE). É mistificatório o recurso a conceitos como o de "democracia de alta intensidade” e de "democratizar a democracia” – conceitos muito identificados com o meu trabalho mas de que é feito um uso totalmente oportunístico – como se fosse uma novidade política quando, de fato, do que se trata é, no seu melhor, a continuação do que tem vindo a ser feito em alguns estados de que é exemplo mais notável o do Rio Grande do Sul.

Acresce a tudo isto que o que há de verdadeiramente novo na candidatura de Marina Silva significa um retrocesso não só político como civilizacional. Trata-se da certificação da maioridade política do evangelismo conservador. O grupo parlamentar evangélico é já hoje poderoso no Congresso e o seu poder está totalmente alinhado, não só com o poder econômico mais predador (a bancada ruralista), a que a teologia da prosperidade confere desígnio divino, como com as ideologias mais reacionárias do criacionismo e da homofobia. Marina, se eleita, levará tais espantalhos ideológicos para o Palácio do Planalto para que de lá façam a pregação do fim da política, da ilusão da diferença entre esquerda e direita, da união entre ricos e pobres. Tirando o verniz religioso, trata-se do regresso democrático à ideologia da ditadura, no ano em que o Brasil celebra o mais longo e mais brilhante período de normalidade democrática da sua história (1985-2015).

Em face disto, por que estão perplexas as classes populares? Porque a Presidente Dilma nada faz ou diz para lhes mostrar que está menos refém do agronegócio que Marina Silva. Nada faz ou diz para mostrar que é urgente iniciar a transição para um modelo de desenvolvimento menos centrado na exploração voraz dos recursos naturais que destrói o meio ambiente, expulsa camponeses e indígenas das suas terras e assassina os que lhe oferecem resistência. Bastaria um pequeno-grande gesto para que, por exemplo, os povos indígenas e afrodescendentes se sentissem protegidos pela sua Presidente: mandar publicar as portarias de identificação, de declaração e de homologação de terras ancestrais, portarias que estão prontas, livres de qualquer impedimento jurídico e apenas engavetadas por decisão política.

O que as classes populares e os seus aliados parecem não saber é que não basta querer que a Presidente Dilma ganhe as eleições. É necessário vir para a rua lutar por isso. Ao contrário, os adversários dela sabem isso muito bem.





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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Conversando com versos (88): "História Antiga", de Raul de Leoni (1895-1926)





"História antiga"


No meu grande otimismo de inocente,
Eu nunca soube por que foi... um dia,
Ela me olhou indiferentemente,
Perguntei-lhe por que era... Não sabia...

Desde então, transformou-se de repente
A nossa intimidade correntia
Em saudações de simples cortesia
E a vida foi andando para frente...

Nunca mais nos falamos... vai distante...
Mas, quando a vejo, há sempre um vago 

                                              [instante
Em que seu mudo olhar no meu repousa.

E eu sinto, sem no entanto compreendê-la,
Que ela tenta dizer-me qualquer cousa,
Mas que é tarde demais para dizê-la...


Fonte: Leoni, Raul de. Luz Mediterrânea. 9ª ed., São Paulo: Livraria Martins, 1959, p.60



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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Carta do Noroeste Fluminense - Encontro de Aposentados do Sepe


Clique aqui para ler a "Carta do Noroeste Fluminense (Porciúncula, Itaperuna, Laje do Muriaé)" elaborada no Encontro de Aposentados do Sepe. Neste documento os aposentados apresentam questões importantes para a educação e o posicionamento da categoria.

O 37º Encontro de Aposentados do Sepe foi realizado em Raposo, distrito de Itaperuna, entre os dias 28 e 30 de outubro e teve como tema: “Aposentados (as): exemplo de resistência contra toda fora de opressão e ameaça”.



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