quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Atentado em Paris é fruto de décadas de incentivo ocidental ao fundamentalismo no Oriente Médio

Por Atilio A. Boron


O atentado terrorista perpetrado na redação da revista Charie Hebdo deve ser condenado sem atenuantes. É um ato brutal, criminoso, que não tem justificativa alguma. É a expressão contemporânea de um fanatismo religioso que – desde tempos imemoriais e em quase todas as religiões conhecidas – recheou a humanidade de mortes e sofrimentos indizíveis.

A barbárie perpetrada em Paris causou o repúdio universal. Mas, parafraseando um enorme intelectual judeu do século 17, Baruch Spinoza, diante de tragédias como esta não basta chorar, é preciso compreender. Como dar conta do ocorrido?


A resposta não pode ser simples porque são múltiplos os fatores que se acumularam para produzir um massacre tão infame. Descartemos de antemão a hipótese de que foi obra de um comando de fanáticos que, em um inexplicável rasgo de loucura religiosa, decidiu aplicar uma lição exemplar a um semanário que se permitia criticar certas manifestações do Islã e também de outras confissões religiosas.

Que são fanáticos, não restam dúvidas. Crentes ultraortodoxos abundam em muitas partes, principalmente nos Estados Unidos e Israel. Mas, como os de Paris chegaram ao extremo de cometer um ato tão execrável e covarde como o que comentamos?

Impõe-se diferenciar os elementos que atuaram como precipitantes ou desencadeadores – por exemplo, as caricaturas publicadas pela Charlie Hebdo, blasfêmias para a fé islâmica – das causas estruturais ou de larga duração, que se encontram na base de uma conduta aberrante. Em outras palavras, é preciso ir mais além do acontecimento, por mais doloroso que seja, e averiguar seus determinantes mais profundos.

A partir dessa premissa metodológica há um fator que merece especial consideração. Nossa hipótese é que o ocorrido seja um lúgubre sintoma do que foi a política dos Estados Unidos, e seus aliados, no Oriente Médio, desde o final da Segunda Guerra Mundial. É o resultado paradoxal – mas previsível, para quem é atento ao movimento dialético da história – do apoio que a Casa Branca brindou ao radicalismo islâmico, desde o momento em que, produzida a invasão soviética no Afeganistão em dezembro 1979, a CIA determinou que a melhor maneira de repeli-la era combinar a guerra de guerrilhas do mujaidines com a estigmatização da União Soviética por seu ateísmo, convertendo-a em uma sacrílega excrescência que deveria ser eliminada da face da terra.

Em termos concretos, isso se traduziu em um apoio militar, político e econômico do fundamentalismo islamista do talibã, que, entre outras coisas, via a incorporação das meninas às escolas afegãs, promovida pelo governo pró-soviético de Cabul como um intolerável pecado. A Al-Qaeda e Osama bin Laden são filhos dessa política. Nos azarados anos Reagan, Thatcher e João Paulo II, a CIA era dirigida por William Casey, um católico ultramontano, cavaleiro da Ordem de Malta, cujo zelo religioso e seu visceral anticomunismo lhes fizeram acreditar que, apesar das armas, o fomento à religiosidade popular no Afeganistão seria o que acabaria com o sacrílego “império do mal”, que a partir de Moscou estendia seus tentáculos sobre a Ásia Central. E a política seguida por Washington foi essa: potenciar o fervor islamista, sem medir suas previsíveis consequências a médio prazo.

Horrorizado pela monstruosidade do gênio que escapou da lâmpada e produziu os confusos atentados de 11 de setembro (confusos porque as dúvidas sobre a autoria do atentado são muito maiores que as certezas) Washington proclamou uma nova doutrina de segurança nacional: a “guerra infinita” ou “guerra contra o terrorismo”, que converteu três quartos da humanidade em uma tenebrosa conspiração de terroristas (ou cúmplices deles) enlouquecidos por seu afã de destruir os Estados Unidos e o “modo americano de vida”, e estimulou o surgimento de uma corrente mundial de “islamofobia”.

Tão vaga e frouxa foi a definição oficial do terrorismo que na prática este e o Islã passaram a ser sinônimos, e a túnica cabe a qualquer um que seja crítico do imperialismo norte-americano. Para acalmar a opinião pública, aterrorizada ante os atentados, os assessores da Casa Branca recorreram ao velho método de buscar um bode expiatório, alguém para culpar, como Lee Oswald, inverossímil assassino de John F. Kennedy. George W. Bush o encontrou na figura de um antigo aliado, Saddam Hussein, que havia sido incumbido da chefia do Estado iraquiano para guerrear contra o Irã, após a vitória da Revolução Islâmica em 1979, privando a Casa Branca de um de seus mais valiosos peões regionais.

Hussein, como Kadafi anos depois, pensou que tendo prestado seus serviços ao império teria mãos livres para atuar à vontade em seu entorno geográfico mais próximo. Equivocou-se ao acreditar que Washington lhe recompensaria tolerando a anexação do Kuwait ao Iraque, ignorando que tal coisa era inaceitável em função dos projetos estadunidenses na região. O castigo foi brutal: a primeira guerra do golfo (agosto de 1990 a fevereiro de 1991), um bloqueio de mais dez anos que aniquilou mais de um milhão de pessoas (a maioria crianças) e um país destroçado.

Contando com a cumplicidade da dirigência política e a imprensa “livre, objetiva e independente”, dentro e fora dos EUA, a Casa Branca montou uma farsa ridícula e inacreditável pela qual acusava Hussein de possuir armas de destruição em massa, e de ter forjado uma aliança com seu arqui-inimigo, Osama bin Laden, para atacar os Estados Unidos. Nem tinha tais armas, como era mais do que sabido; e nem poderia se aliar com um fanático sunita como o chefe da Al-Qaeda, sendo ele um eclético em questões religiosas e chefe de um Estado laico.

Inabalado diante de tais realidades, em março de 2003, George W. Bush deu início à campanha militar para castigar Hussein: invadiu o país, destruiu seus fabulosos tesouros culturais e o pouco que restava em pé depois de anos de bloqueio, depôs as autoridades, montou um simulacro de julgamento, no qual Hussein foi sentenciado à pena capital e morreu na forca. Mas a ocupação norte-americana, que durava oito anos, não conseguiu estabilizar econômica e politicamente o país, acossada pela tenaz resistência dos patriotas locais. Quando as tropas dos Estados Unidos se retiraram, comprovou-se a humilhante derrota: o governo ficou nas mãos dos xiitas, aliados do inimigo público número 1 de Washington na região, o Irã, e irreconciliavelmente enfrentados com o outro ramo principal do Islã, os sunitas.

Aos efeitos de dissimular o fracasso da guerra e debilitar uma Bagdá, se não inimiga, pelo menos inamistosa – e, de passagem, controlar o vespeiro iraquiano – a Casa Branca não teve ideia melhor do que replicar a política seguida no Afeganistão nos anos 80: fomentar o fundamentalismo sunita e atiçar a fogueira das clivagens religiosas e guerras sectárias, dentro do turbulento mundo do Islã. Para isso, contou com a ativa colaboração das reacionárias monarquias do Golfo, e muito especialmente da troglodita teocracia da Arábia Saudita, inimiga total dos xiitas e, portanto, do Irã, Síria e dos governantes xiitas do Iraque.

Está claro que o objetivo global da política estadunidense e, por extensão, de seus clientes europeus, não se limita tão somente ao Iraque ou Síria. É de maior abrangência, pois procura concretizar o redesenho do mapa do Oriente Médio, mediante o desmembramento de países artificialmente criados pelas potências triunfantes das duas guerras mundiais. A balcanização da região deixaria um arquipélago de seitas, milícias, tribos e clãs que, por sua desunião e rivalidades mútuas não poderiam oferecer resistência alguma ao principal desígnio “humanitário” do Ocidente: apoderar-se das riquezas petrolíferas da região.

O caso da Líbia, depois da destruição do regime de Kadafi, prova com eloquência e antecipou a fragmentação territorial em curso na Síria e no Iraque, para nomear os casos mais importantes. Esse é o verdadeiro, quase único, objetivo: desmembrar os países e ficar com o petróleo do Oriente Médio. Promoção da democracia, dos direitos humanos, da liberdade e da tolerância? Esses são contos pra crianças, ou para consumo de espíritos neocolonizados e da imprensa marionete do império, para dissimular o inconfessável: o assalto petrolífero.

O resto é história conhecida: recrutados, armados e apoiados diplomática e financeiramente pelos EUA e seus aliados, até outro dia os fundamentalistas sunitas exaltados como “combatentes da liberdade”, utilizados como forças mercenárias para desestabilizar a Síria, fizeram o que em seu tempo Maquiavel profetizou que fariam todos os mercenários: declarar independência de seus mandantes, como antes o fizeram a Al Qaeda e bin Laden, e dar vida a um projeto próprio: o Estado Islâmico.

Levados a Síria para montar, de fora, uma infame “guerra civil” forjada por Washington para produzir a esperada “mudança de regime” neste país, os fanáticos acabaram ocupando parte do território sírio, se apropriaram de um setor do Iraque, puseram em funcionamento os campos de petróleo desta zona e em convivência com as multinacionais do setor e dos bancos ocidentais se dedicaram a vender o petróleo roubado a preço vil e transformar-se na guerrilha mais endinheirada do planeta, com receitas estimadas em 2 bilhões de dólares anuais para financiar seus crimes em qualquer país do mundo.

Para dar mostras de seu fervor religioso, as milícias jihadistas degolam, decapitam e assassinam infiéis a torto e a direito, não importa se mulçumanos de outra seita, cristãos, judeus ou agnósticos, árabes ou não, tudo em aberta profanação dos valores do Islamismo. Após ter avivado as chamas do sectarismo religioso, era questão de tempo que a violência desatada por essa estúpida e criminosa política do Ocidente tocasse as portas da Europa ou dos Estados Unidos. Agora foi em Paris, mas antes Madrid e Londres já haviam colhido das mãos dos ardentes islamistas o que seus próprios governantes plantaram inescrupulosamente.

A partir disso, se desprende com clareza qual a gênese oculta na tragédia do Charlie Hebdo. Quem ateou fogo no radicalismo sectário não poderia agora surpreender-se e muito menos proclamar sua falta de responsabilidade pelo ocorrido, como se o assassinato dos jornalistas parisienses não tivesse relação alguma com suas políticas. Seus antigos alunos responderam com as armas e argumentos que lhes foram inescrupulosamente cedidos, desde os anos de Reagan até hoje. Mais tarde, os horrores perpetrados durante a ocupação norte-americana no Iraque os endureceram e inflamaram seu zelo religioso.

O mesmo ocorreu com as diversas formas de “terrorismo de Estado” que as democracias capitalistas praticaram, ou perdoaram, no mundo árabe: as torturas, perseguições e humilhações cometidas em Abu Ghraib, Guantánamo e as prisões secretas da CIA; as matanças consumadas na Líbia e no Egito; o assassinato indiscriminado que os drones estadunidenses cometem diariamente no Paquistão e Afeganistão, onde só duas de cada cem vítimas alcançadas por seus mísseis são terroristas; o “exemplar” linchamento de Kadafi (cuja notícia provocou a repugnante gargalhada de Hillary Clinton); o interminável genocídio a que são submetidos os palestinos por Israel, com a anuência e a proteção dos Estados Unidos e os governos europeus, crimes estes que lesam a humanidade e que, mesmo assim, não comovem a suposta consciência democrática e humanista do Ocidente. Repetimos: nada, absolutamente nada, justifica o crime cometido contra o semanário parisiense.

No entanto, como recomendava Spinoza, há que compreender as causas que fizeram com que os jihadistas decidissem pagar o Ocidente com a mesma sangrenta moeda. Provoca-nos náuseas ter que narrar tanta imoralidade e hipocrisia da parte dos porta-vozes de governos supostamente democráticos que não são outra coisa que sórdidas plutocracias. Houve quem, nos Estados Unidos e Europa, condenasse o ocorrido com os colegas do Charlie Hebdo por ser, ademais, um atentado à liberdade de expressão. Na verdade, um massacre como este é de mais alto grau.

Mas carecem de autoridade moral quem condena o ocorrido em Paris e nada diz acerca da absoluta falta de liberdade de expressão na Arábia Saudita, onde a imprensa, o rádio, a televisão, a internet e qualquer meio de comunicação estão submetidos a uma duríssima censura. Hipocrisia descarada também de quem agora se descabela, mas não fez nada, absolutamente nada, para deter o genocídio perpetrado por Israel até poucos meses em Gaza. Claro, Israel é um de nós, diriam entre si; além disso, dois mil palestinos, várias centenas de crianças, não valem o mesmo que a vida de doze franceses. A face oculta da hipocrisia é o racismo mais desenfreado.



Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras


Conversando com versos (104) "Última deusa", de Alberto de Oliveira (1857-1937):




"Última deusa"


Foram-se os deuses, foram-se, em verdade;
Mas das deusas alguma existe, alguma
Que tem teu ar, a tua majestade,
Teu porte e aspecto, que és tu mesma, em suma.

Ao ver-te com esse andar de divindade,
Como cercada de invisível bruma,
A gente à crença antiga se acostuma,
E do Olimpo se lembra com saudade.

De lá trouxeste o olhar sereno e garço,
O alvo colo onde, em quedas de ouro tinto,
Rútilo rola o teu cabelo esparso...

Pisas alheia terra, essa tristeza
Que possuis é de estátua que ora extinto
Sente o culto da forma e da beleza.


Fonte: Internet. Sonetário Brasileiro


Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O freio de mão puxado que trava a economia brasileira: L. Dobwor


Por Leonardo Boff

Ladilau Dowbor é professor titular do departamento de pós-graduação em economia e adminitração da PUC – São Paulo. Dutorou-se em Lausanne na Suiça e em Varsóvia na Polônia. É um conselheiro apreciado em muitas instituições nacionais e internacionais como a ONU. É autor de uns 40 livros e inumeráveis artigos. Dos livros ressalto “A formação do capialismo brasileiro”, Brasiliense 2010 e “Democracia econômica”Vozes 2008. Publico este artigo, por ser orientador em questões econômicas que tem a ver também com o cotidiano de nossas vidas. Não deixem de consultar seu artigo mais longo mas muito esclarecedor: Lboff
**************
Não se assuste por favor com alguns números, pois não são complicados. Trata-se mais ou menos das mesmas contas que fazemos em casa, só que alguns zeros a mais. Mas a lógica é a mesma, não há muito mistério.
O PIB do Brasil é, arredondando, de 5 trilhões de reais. O que significa que para aumentarmos o PIB em 1%, precisamos aumentá-lo em 50 bilhões. Como somos 200 milhões de brasileiros, isto significa que produzimos algo como 25 mil reais por ano por pessoa, cerca de 2.100 reais por mês. Ou seja, com o que produzimos hoje podemos viver com cerca de 8.400 reais por mês por família de 4 pessoas. Em outros termos, o que produzimos hoje dá para todos vivermos de maneira digna e confortável.
Por quê então tanta gente pobre? Naturalmente porque há uma imensa concentração de renda (o que ganhamos a cada ano), e de patrimônio (casa, carro, aplicações financeiras e outras formas de acumulação de riqueza). Basicamente, o 1% das famílias mais ricas detém dois terços da riqueza acumulada no país. E os 10% mais ricos recebem anualmente quase a metade da renda, que transformam em mais patrimônio. Este mecanismo gerador de desigualdade constitui o principal desafio que temos pela frente.
A partir de 2003, gerou-se uma política econômica inovadora, no sentido de um mecanismo bem comprovado na economia: ao se redistribuir a renda, aumentando os salários, os empregos formais, a cobertura da previdência, o acesso à eletricidade e generalizando o bolsa família para as faixas mais pobres, aumentou-se o consumo do andar de baixo da sociedade, o que por sua vez estimulou os produtores de bens e serviços, resultando numa dinâmica de desenvolvimento da economia e de geração de empregos. Quase 40 milhões de pessoas saíram da miséria. Melhor para a sociedade, melhor para a economia.
Mas o processo gerou os seus aproveitadores. Milhões de pessoas passaram a comprar, por exemplo, a sua primeira geladeira, a televisão e outros bens e serviços. Como passaram a ter mais renda, mas a partir de um patamar muito baixo, são pessoas que iriam comprar a prazo, buscando a prestação que “cabe no bolso”. Aproveitando a ocasião e o pouco conhecimento do mecanismo de juros por parte da população, grandes intermediários financeiros passaram a enxugar esta nova capacidade de compra, travando o processo.
Vejam o exemplo prático de uma casa que tem total dedicação a você: ao aplicar uma taxa de juros de 100%, apropriam-se de metade do valor da compra, sem ter produzido nada. Um produto que seria vendido a 600 reais a vista exige um desembolso efetivo, somando as prestações, de 1200 reais. Sem ter produzido nada, além de esperar o cliente e entregar o produto. A família compra pouco no total do ano, mas se endivida muito.
Estão facilitando? Sem dúvida, pois a família não teria como pagar a vista. Mas precisa cobrar 100%, ganhando muito mais inclusive de quem produziu o produto, o empresário produtor? Nada como comparar as coisas. A rede MediaMarkt que se estende por toda Europa, com produtos semelhantes ao exemplo brasileiro, cobra cerca de 13% ao ano numa compra a prazo. Ou seja, um produto de 600 euros, por exemplo, é vendido a prazo, em 18 meses, por um valor total de 699,38 euros, com 18 prestações de 38,85 euros. Arredondando, 700 euros, e não 1200. E estão ganhando bem. Os ganhos com juros dos crediários no Brasil estão gerando bilionários, mas absorvem a capacidade de compra da população, e travam a economia, pois nem a família pode comprar muito, nem o produtor pode investir mais.
Aqui, vimos os juros dos crediários. Se acrescentarmos o cartão de crédito (238% ao ano contra cerca de 16% ao ano nos EUA), o cheque especial na faixa de 160%, o crédito para pessoa física, o crédito para pessoa jurídica e outros números semelhantes, no conjunto temos uma imensa sangria da economia através dos juros, que a maioria das pessoas não entende. Inclusive, para confundir, apresenta-se o juro mensal porque as pessoas não sabem calcular o juro efetivo anual.
O resultado prático é que todo o esforço de se dinamizar a economia brasileira pela base, pelo consumo de massa, restabelecendo um mínimo de justiça econômica e social, está sendo travado pela captação, por intermediários que não produzem nada, mas enriquecem de maneira impressionante. Basta considerar que o crédito representa quase 60% do PIB no Brasil, para se ter ideia da dimensão do entrave.
E assim temos um PIB travado, mas uma taxa de emprego muito alta. Porque os brasileiros estão trabalhando muito, mas o resultado é drenado por intermediários financeiros que em vez de fomentar investimentos, aplicam na dívida pública, sendo remunerados pela taxa Selic, ou em paraísos fiscais no exterior, e neste caso não só não estão fomentando a economia, como se colocam ao abrigo dos impostos que deveriam pagar, como é o caso por exemplo do Itaú e do Bradesco com as suas contas em Luxemburgo.
Resumindo, trata-se aqui de um dos principais mecanismos econômicos, e que explica grande parte da redução da dinâmica econômica. Na versão da mídia, trata-se de um excesso de gastos do governo. Na versão real, trata-se da praga da financeirização da economia que está travando não só o Brasil como grande parte da economia mundial.
O texto anexo tem 10 páginas, não mata ninguém, não faz contas mais complicadas do que os que toda dona de casa faz para equilibrar o orçamento familiar. Como se trata do nosso dinheiro, das nossas contas públicas, e como temos de assegurar que o país funcione, da mesma forma com que tomamos conta do dinheiro da nossa família, é importante que você entenda o mecanismo. E passe a pressionar para que economia volte a funcionar de maneira equilibrada. Tem de ser bem remunerado quem contribui para a economia do país, e não quem vive cobrando pedágio sobre o trabalho dos outros.


Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Notas sobre o socialismo

Por Wladimir Pomar


Claudio Katz, economista argentino e investigador do CONICET, publicou um texto com o interessante título de “Imaginários Socialistas”. Segundo ele, “o socialismo reapareceu na América  Latina em quatro projetos de futuro”. Na Venezuela, adotando o “enunciado centenário” de “socialismo do século XXI”. Na Bolívia, assumindo o perfil singular de “socialismo comunitário”. Em Cuba, atualizando-se como “renovação socialista”. E, na ALBA, como “formulação continental” de “socialismo latino-americano”. Em todos os casos o horizonte de longo prazo estaria sendo combinado com “propostas nacionais (ou regionais) imediatas”.

Apesar de sua introdução instigadora, Katz se pergunta “o que significa o socialismo? Qual o balanço de suas experiências? Como volta a se apresentar neste momento?” Ele próprio responde que o socialismo se converteu num grande movimento popular no final do século 19, quando “encarnou o antigo sentimento de emancipação social” de os oprimidos construírem “uma sociedade de igualdade e justiça”. Seus “partidários consequentes” teriam se confrontado “abertamente com o capitalismo” e adotado “um perfil revolucionário” ao compreenderem que “este sistema não pode ser reformado, nem humanizado”. O socialismo se definiria, então, por “oposição ao capitalismo”, “antítese de um regime que funciona acrescentando os sofrimentos populares, as tensões bélicas e a destruição do meio ambiente”.

Para ser franco, tal definição tem o defeito de ser parcial. O “antigo sentimento de emancipação social” dos oprimidos, e sua visão de “igualdade e justiça” variaram muito, sendo diferentes em cada momento da história. Em cada um desses momentos, “os partidários consequentes” desses ideais se confrontaram, abertamente ou não, com o modo de produção historicamente dominante. Espártaco se bateu contra o escravismo romano para retornar ao comunismo primitivo da Trácia. Os “diggers” ou “cavadores” ingleses, mais de mil anos depois, pretenderam criar um sistema comunitário contra o feudalismo no momento em que o capitalismo dava seus primeiros passos como sistema econômico e social.

Por outro lado, não foi o socialismo, mas sim o comunismo, que se converteu em grande movimento popular no final do século 19, dando surgimento ao Manifesto do Partido Comunista e à Internacional dos Trabalhadores. Nessa ocasião, o socialismo era um movimento utópico que procurava humanizar o capitalismo através do cooperativismo (Robert Owen e Fourier) e da educação (Saint Simon). Apesar disso, tendo em vista a necessidade de conquistar os setores intermediários da sociedade na luta contra o capitalismo, o socialismo se transformou em bandeira de luta dos partidos operários e socialdemocratas, cuja matriz era comunista.

Portanto, o comunismo e o socialismo surgiram como oposição ou antítese do capitalismo, como afirma Katz. Mas eles surgiram também como resultado do desenvolvimento do próprio capitalismo. E não só porque o sistema capitalista funciona causando sofrimentos, guerras e destruições ambientais. Mas, principalmente, porque em seu desenvolvimento histórico o capitalismo tende a criar uma contradição antagônica entre o elevado desenvolvimento social das forças produtivas e a apropriação privada das riquezas geradas pelo trabalho humano. Sem tal desenvolvimento das forças produtivas do capitalismo o socialismo tende a ser apenas uma utopia sem condições materiais de realizar-se.

A condição básica para o desenvolvimento de uma sociedade socialista e, mais adiante, de uma sociedade comunista, reside no desenvolvimento das forças produtivas, na capacidade da sociedade produzir os meios para atender às necessidades físicas, ambientais, culturais e científicas de todos os seus membros. O que exige transformar a propriedade privada capitalista dos meios de produção em propriedade social, administrada pelo conjunto da sociedade. O socialismo se define, então, como oposição e antítese da propriedade privada capitalista, mas em concordância com o aproveitamento do patrimônio técnico e científico gestado pelo capitalismo.

Nesse sentido, o projeto socialista não se limita a “gestar uma sociedade sem opressores nem oprimidos”, ou a liquidar a exploração dos trabalhadores, como supõe Katz. Mesmo porque o socialismo não conseguirá “reverter a desigualdade que recria um sistema assentado na competição para incrementar o lucro”, nem “erradicar progressivamente uma rivalidade que socava a convivência humana”, se não tiver as condições materiais de suprir as necessidades de todos os seus membros. Para chegar ao socialismo é preciso ter passado pelo capitalismo, apesar dos sonhos de bordejar ou evitar essa necessidade histórica.

Numa sociedade de escassez e pobreza, mesmo que sobre ela seja estendido o manto socialista, acabarão por se reproduzir os “dramáticos choques entre distintos grupos da sociedade”, como demonstraram as experiências socialistas onde as forças produtivas eram atrasadas. Tais sociedades podem estar baseadas em “regimes econômicos de maior participação da propriedade pública e de sistemas políticos de crescente autoadministração popular”, mas sucumbirão se as forças produtivas forem incapazes de atender às necessidades de toda a população.

Ao contrário do que pensa Katz, o que Marx percebeu como antecipação na Comuna de Paris não foi a infraestrutura socialista, mas sua superestrutura política. E o que Marx supôs emergir na Europa foi a revolução comunista, tendo em conta o desenvolvimento das forças produtivas do capitalismo nessa região do globo. Mas Marx não viveu o suficiente para ver a evolução do capitalismo em imperialismo. Isto é, não pode acompanhar a disputa feroz pela exploração das colônias e semicolônias, travada pelas potências capitalistas desenvolvidas. Exploração que lhes permitiu arrancar lucros extraordinários do sistema colonial e semicolonial e redistribuir parte deles entre seus operários para minar suas lutas de classe.

Com a evolução de alguns países capitalistas para o patamar imperialista ocorreu o deslocamento do epicentro da luta de classes. Antes fincado no interior dos países capitalistas desenvolvidos, esse epicentro migrou para as disputas entre os países imperialistas e para o interior das colônias e semicolônias, de desenvolvimento capitalista atrasado, ou sem desenvolvimento capitalista. Além disso, os povos desses países assistiram também à migração dos pensamentos contraditórios, liberais e outros, forjados nos países desenvolvidos. Esses deslocamentos modificaram a premissa, defendida por Marx, de as revoluções ocorrerem primeiro nos países capitalistas onde as forças produtivas eram mais avançadas e onde a classe dos trabalhadores assalariados era mais numerosa.

Abriu-se uma era que seria marcada por guerras imperialistas e revoluções nos elos mais fracos do sistema mundial. Na China, em 1900 e em 1911; nas Filipinas, em 1901; na Rússia, em 1905; no México, a partir de 1910; na Nicarágua, desde 1912; e na Albânia, em 1913. Entre 1914 e 1918 ocorreu não só a primeira guerra mundial, mas também as rebeliões dos irlandeses contra o império britânico e dos árabes contra o império otomano. As primeiras revoluções a assumirem um caráter socialista foram a russa, em 1917, e a húngara e alemã, em 1918 e 1919. Depois disso, os coreanos se levantaram contra o Japão, os indianos contra o colonizador britânico, e os chineses contra o múltiplo domínio dos países estrangeiros.

Nos anos 1920, somalis, mongóis, iraquianos, marroquinos, egípcios e turcos levantaram-se contra seus dominadores estrangeiros, enquanto na China tinha início a primeira guerra civil revolucionária. A influência socialista nessas lutas resultou, como reação, em sua falsificação pelos fascistas italianos e pelos nazistas alemães. Eles capitanearam a disputa por uma nova redivisão imperialista do mundo e o desencadeamento da segunda guerra mundial. Mas as consequências desta, como na primeira, foram a expansão socialista em países periféricos da Europa Oriental, o desencadeamento da Guerra Fria, a revolução na China, o empate de forças na guerra da Coréia, a disseminação das guerras e revoluções de libertação nacional e descolonização na África e na Ásia, e a implantação do socialismo em Cuba, Vietnã, Birmânia, Etiópia e Somália, entre 1950 e 1970. Ou seja, o epicentro da luta de classes se manteve na periferia do sistema central capitalista durante todo o século 20.

Katz chama a atenção para o fato de que tudo isso pareceu aterrorizar as classes burguesas e fazê-las oferecer “concessões sociais inéditas” com o estado de bem-estar. Nos anos 1970 e 1980, os “emblemas do socialismo” teriam sido tão populares que se tornou “impossível computar o número de partidos e movimentos que se reivindicavam essa denominação”. No entanto, é preciso frisar que, nessas décadas, o estado de bem-estar ficou circunscrito a alguns países europeus, enquanto no resto do mundo ocorria uma repressão feroz contra qualquer tentativa socialista, ou mesmo democrático-burguesa. Calcula-se que no golpe anticomunista da Indonésia foram assassinadas mais de 700 mil pessoas.

Na América Latina, os anos 1970 foram de expansão de ditaduras terroristas por toda parte. O mesmo ocorreu na África e na Ásia. O bloqueio econômico, político e militar contra a China perdurou até 1972. A guerra de libertação do Vietnã só terminou em 1975. Reivindicar a condição de socialista em muitos países do mundo era o mesmo que procurar sarna para se coçar, ou querer ser preso e torturado.

A impossibilidade de computar o número de partidos e movimentos que se denominavam socialistas era apenas a expressão imediata da perplexidade com que os combatentes socialistas se confrontavam diante do desafio de desenvolver as forças produtivas em países que sequer haviam avançado na primeira revolução industrial capitalista. Perplexidade que permanece ainda hoje, seja em virtude da bancarrota soviética e da “renovação socialista” na China e no Vietnã, anterior à cubana, seja com aquilo que Katz chama de “projetos de futuro” na América Latina.




Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Calendário aprovado com as próximas atividades do Sepe


Veja o calendário com as próximas atividades do Sepe:

21 de Fevereiro - 9h - Conselho Orçamentário 

- Após o Conselho será instalada Assembleia Estatutária para eleição do conselho fiscal do 
SEPE/RJ (local a definir)

07 de Março – Assembleia da Rede Estadual e Conselho Deliberativo (local e horário a definir)

14 de Março - Assembleia da Rede Municipal e Conselho Deliberativo (local e horário a definir)

21 de Março – 9h – Conselho do Departamento Jurídico

28 de Março – 10h - Assembleia Eleitoral (local a definir)





Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O fio da meada



Por Frei Betto


O ataque terrorista ao jornal "Charlie Hebdo" não foi apenas um gesto tresloucado de dois jovens franceses de fé muçulmana. Ele se origina em um dos últimos capítulos da Guerra Fria: a ocupação do Afeganistão pelos soviéticos (1979-1989). Em 1979, um golpe de Estado levou ao poder afegãos pró-soviéticos.

Zbigniew Brzezinsky, responsável pela Segurança Nacional dos EUA na gestão Jimmy Carter, viu na ocupação soviética excelente oportunidade de colocar em prática seu mirabolante plano para rechaçá-la e instalar um governo pró-EUA: incrementar o fanatismo religioso contra os "comunistas ateus".

Havia alternativas, como grupos nacionalistas afegãos, laicos, que se opunham a Moscou. Porém, a Casa Branca preferiu chocar o ovo da serpente e patrocinar os grupos fundamentalistas reunidos na Aliança Islâmica do Mujahedin (combatente) Afegão, que reagia indignada aos propósitos da infiel modernização soviética, como permitir às meninas acesso à escola...

Agentes da CIA passaram a incentivar a jihad (guerra santa) contra os soviéticos. A Arábia Saudita, aliada da Casa Branca, se dispôs a doar US$ 20 bilhões para a cruzada da Aliança Islâmica treinar seus fanáticos guerrilheiros e armá-los, inclusive com mísseis anti-helicópteros. A CIA desembolsou mais US$ 20 bilhões. Assim, lograriam expulsar os "comunistas ateus" e levar ao poder um governo aliado dos EUA.

George Bush pai era, desde os anos 60, amigo íntimo de um saudita do ramo da construção: Muhammad Bin Laden, pai de Osama. Após o Afeganistão ser invadido pelos russos, ele propôs ao amigo que seu filho trabalhasse para a CIA, na Arábia Saudita, disfarçado de monitor da ONG Blessed Relief. Logo, o jovem Osama, de 23 anos, foi transferido para Cabul, entusiasmado com a jihad financiada pelos EUA. Através de sua ONG, atraiu 4 mil voluntários sauditas que, no Afeganistão, foram incorporados à Aliança Islâmica, berço do Taliban e, a médio prazo, do Estado Islâmico.

A queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da União Soviética apressaram a saída das tropas de Moscou do Afeganistão. Porém, os 4 mil voluntários sauditas, ao retornarem a seu país de origem, já não se readaptaram à vida civil. Sem formação política, haviam sido transformados em "máquinas de matar".

O rei Fahd ainda tentou cooptar o jovem rebelde Osama Bin Laden. Nomeou-o conselheiro real. Mas ele retornara encantado com a jihad, obcecado em combater os infiéis. No ano seguinte, foi expulso da Arábia Saudita. E em 1996 declarou a jihad contra os EUA.

Os atos terroristas contra o "Charlie Hebdo" e o supermercado judaico resultaram da política equivocada dos EUA e da Europa Ocidental no Oriente Médio.

Em 2003, George W. Bush invadiu o Iraque sob pretexto de armas de destruição em massa e alinhamento com Bin Laden. Ao terminar a guerra, os xiitas tomaram o poder no Iraque, para decepção dos EUA, que preferiam os sunitas. Passam, então, a estimular os sunitas a derrubarem os xiitas, também influentes na Síria.

O gênio escapou da garrafa: os sunitas formaram o Estado Islâmico. O EI agora domina parte da Síria e do Iraque e oferece ao mercado petróleo bem mais barato, angariando uma fortuna.

Diante do terror, todas as atitudes segregadoras, da islamofobia à "guerra infinita", são inúteis. O terror é imprevisível. E continuará a sê-lo, enquanto o Ocidente acreditar que a paz resultará da imposição das armas, e não como fruto da justiça e do reconhecimento de que a diversidade de ideias e crenças é um direito - e merece respeito.




Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 
13h às 17h.
E-mail: sepe.riodasostrasecasimiro@gmail.com
Twitter: @sepeostras
Facebook: Perfil Sepe Rio das Ostras

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Prestando contas (27). Mês referência: Outubro de 2014

Relatório de atividades (resumo):

O Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu está divulgando o Relatório de Atividades e o balancete mensal referentes a outubro de 2014.

O mês de outubro iniciou com paralisação na rede estadual com ato público, na Cinelândia, para lembrar um ano da violência praticada pelo governo estadual e pelo governo municipal do Rio de Janeiro contra os profissionais da educação na greve unificada de 2013. O evento foi chamado de “Dia da vergonha”.

Neste mês, continuaram acontecendo as reuniões ordinárias de Conselhos Municipais em que o Sepe tem participado, como  da Educação, do Meio Ambiente e dos Direitos da Criança e do Adolescente, todos de Rio das Ostras.

Aconteceu uma audiência com a Presidência da Câmara Municipal de Rio das Ostras solicitada pelo Sepe, quando foi apresentada uma pauta emergencial da rede municipal, com destaque para o reajuste salarial dos servidores.

Neste mês, ocorre a data-base para o conjunto dos servidores municipais de Rio das Ostras, incluindo professores e funcionários de escola, quando a proposta do Executivo é discutida e aprovada pela Câmara. No entanto, o mês chegou ao fim sem que a proposta fosse pautada pelos vereadores. O Sepe acompanhou várias sessões onde o tema sequer foi comentado.

O Núcleo continuou com o seu trabalho de visitas às escolas e com plantões diários na sede do sindicato, além dos plantões periódicos do Departamento Jurídico. Ocorreu, como de praxe, a reunião do Conselho Fiscal para análise e aprovação da prestação de contas do terceiro trimestre deste ano.

Calendário de atividades realizadas e participadas pelo Núcleo no mês de outubro de 2014:

01º (4ªf) – Paralisação de 24 horas rede estadual
               – 17 h – Ato público, na Cinelândia.

07 (3ªf) –  Visita às escolas

08 (4ªf) –  9h – 9ª Reunião ordinária do Conselho Municipal de Meio Ambiente
                          de Rio das Ostras, na Semap
              – 14h – Reunião do Conselho Fiscal, na sede

10 (6ªf) – 11h – Plantão do Departamento Jurídico, na sede.
              – Ida à Coordenadoria Regional Serrana I, em Nova Friburgo.

11 (sáb) – 10h – Conselho Deliberativo rede estadual, no Sepe/RJ.

14 (3ªf) – Visita às escolas

16 (5ªf) – 10h – Audiência com Presidência da Câmara Municipal de Rio das Ostras

21 (2ªf) – 14h – Reunião da Secretaria de Aposentados, no Sepe/RJ.

23 (5ªf) – Visita às escolas
              – Reunião com o Ministério Público, no Fórum de Justiça de Rio das Ostras.

28 (3ªf) – Visita às escolas
              – 17h – Sessão da Câmara Municipal de Rio das Ostras

29 (4ªf) – 17h – Sessão da Câmara Municipal de Rio das Ostras


Nos dias 02, 03, 06, 08, 09, 10, 13, 14, 15, 16, 17, 20, 22, 23, 24, 27, 28, 29 e 31 de outubro ocorreram os plantões de diretores na sede do Núcleo conforme anotações no livro “Cotidiário”. Ações de rotina: atendimento à categoria, presencialmente ou por telefone; contatos pelas redes sociais; elaboração de textos, boletins, cartazes e postagens na internet; elaboração do plano de contas e dos balancetes mensais; contatos com bancos e fornecedores; contatos com o Sepe Central e demais instituições; organização e funcionamento da sede, em geral.


Só a luta transforma a vida!








































Diretoria do Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
Sepe - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Nova Esperança – Rio das Ostras
Tel.: (22) 2764-7730
Horário de Funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta das 09h às 13h; Terça e Quinta das 13h às 17h.
Twitter: @sepeostras