terça-feira, 19 de maio de 2015

Sepe teve audiência com o governador Pezão nesta segunda-feira (dia 18/5)




RESUMO DA AUDIÊNCIA COM O GOVERNADOR PEZÃO


Presentes: Deputados Edson Albertassi (PMDB), Depto Comte Bitencourt (PPS), SEEDUC ( Secretário Antonio Neto, Subsecretária de Gestão de Ensino Patricia Tinoco, Subsecretário de Comunicação Caio Castro Lima, Subsecretario de Gestão de Pessoas Antoine Lousão)


SEPE: Marta Moraes, Gesa Linhares, Elson Paiva, Beatriz Lugão, Sandra Regina, Sãozinha, Vera Nepomuceno


Campanha salarial 2015: A direção do SEPE apresentou a reivindicação de 20% relativos à perda salarial da categoria e data base em primeiro de maio. O governador não apresentou nenhuma contraproposta, somente a afirmativa de quedará um reajuste salarial para a educação e que seguirá fazendo estudos , aguardando a estabilidade da arrecadação para anunciar o percentual e a data. Marcou nova audiência no dia primeiro de junho para avançar na negociação acercado reajuste e outras questões. Quando questionado, desmentiu qualquer declaração do palácio à imprensa sobre percentual e datas.

Carga horária de 30h para funcionários administrativos: a direção do SEPE fez o histórico da situação e apresentou a reivindicação de formalização da carga horária. O Governador fará estudos sobre a melhor forma de resolver a situação legalmente. Dará resposta no dia primeiro.

Abono funcional de todos as greves e paralisações( códigos 61): A direção do SEPE apresentou a situação de complicações funcionais ( tais como licenças a prêmio não concedidas, contagem de tempo de serviço errada, etc.)e solicitou o abono funcional. O Governador abonará através de decreto.

Garantia da Antiguidade e retorno à origem dos 19 professores restantes: O Sepe apresentou a situação dos 19 professores que ainda não retornaram a origem após a greve de 2014, também apresentou a situação de dois professores que estão respondendo inquérito de 2013 e uma professora que está respondendo inquérito de 2014. O Governador verificará a situação com a SEEDUC dará resposta sobre o encaminhamento na próxima reunião.

Código 30 nas paralisações do dia 01 e 15 de abril: O Secretário de Educação vai trocar pelo código 61.

Animação Cultural: o Governador garantiu que fará o pagamento do reajuste do ano passado e se não puder pagar retroativo fará em forma de percentual.

Ação do Nova Escola para os aposentados: O SEPE apresentou a situação da ação ganha, que já está em fase de execução. O Governador verificará se existe o valor da ação já em depósito. Se não houver, transformará o valor em precatórios e pagará no inicio do ano que vem.

Enquadramento por formação do magistério: Após a reclamação de atraso de dois anos nos enquadramentos, a Governador mandou calcular o impacto e apresentará um cronograma de pagamento na próxima audiência.

Devolução dos descontos dos benefícios na greve de 2014: O Governador mandou calcular o impacto e no dia primeiro apresentará a data de pagamento.

Os itens da pauta pedagógica ( 1/3 de planejamento, uma matricula, uma escola, Reformulação da Matriz Curricular, Nenhuma disciplina com menos de dois tempos) Serão discutidos na próxima audiência.

FOTO: Carlos Magno




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Todos contra a terceirização: novo vídeo pela rejeição do PL 4330

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A era das grandes transformações



Por Leonardo Boff



Vivemos na era das Grandes Transformações. Entre tantas, destaco apenas duas: a primeira no campo da economia e a segunda no campo da consciência.

A primeira na economia: começou partir dos 1834 quando se consolidou a revolução industrial na Inglaterra. Consiste na passagem de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado. Mercado sempre existiu na história da humanidade, mas nunca uma sociedade só de mercado. Quer dizer, a economia é o que conta, o resto deve servir a ela.

O mercado que predomina se rege pela competição e não pela cooperação. O que se busca é o benefício econômico individual ou corporativo e não o bem comum de toda uma sociedade. Geralmente este benefício é alcançado à custa da devastação da natureza e da gestação perversa de desigualdades sociais.

Diz-se que mercado deve ser livre e o Estado é visto como seu grande empecilho. Missão deste, na verdade, é ordenar com leis e normas a sociedade, também o campo econômico e coordenar a busca comum do bem comum. A Grande Transformação postula um Estado mínimo, limitado praticamente às questões ligadas à infra-estrutura da sociedade, ao fisco à segurança. Tudo o mais pertence e é regulado pelo mercado.

Tudo pode ser levado ao mercado como água potável, sementes, alimentos e até órgãos humanos. Esta mercantilização penetrou em todos os setores da sociedade: a saúde, a educação, o esporte, o mundo das artes e do entretenimento e até nos grupos importantes das religiões e das igrejas com seus programas de TV e de rádio.

Essa forma de organizar a sociedade unicamente ao redor dos interesses econômicos do mercado cindiu a humanidade de cima a baixo: um fosso enorme se criou entre os poucos ricos e os muitos pobres. Vigora perversa injustiça social.

Simultaneamente se criou também uma iníqua injustiça ecológica. No afã de acumular,foram explorados de forma predatória bens e recursos da natureza, sem qualquer limitação e respeito. O que se busca é o enriquecimento cada vez maior para consumir mais intensamente.

Essa voracidade encontrou o limite da própria Terra. Ela não possui mais todos os bens e serviços suficientes e renováveis. Não é um baú sem fundo. Tal fato dificulta senão impede a reprodução do sistema produtivista/capitalista. É sua crise.

Essa Transformação, por sua lógica interna, está se tornando biocida, ecocida e geocida. A vida corre risco e a Terra poderá não nos querer mais sobre ela, porque somos demasiadamente destrutivos.

A segunda Grande Transformação está se dando no camapo da consciência. Na medida em que crescem os danos à natureza que afetam a qualidade de vida, cresce simultaneamente a consciência de que, na ordem de 90%, tais danos se devem à atividade irresponsável e irracional dos seres humanos, mais especificamente, daquelas elites de poder econômico, político, cultural e mediático que se constituem em grande corporações multilaterais e que assumiram os rumos do mundo.

Temos, com urgência, fazer alguma coisa que interrompa o percurso para o precipício. O primeiro estudo global foi feito em 1972 que estudou o estado da Terra. Revelou-se que ela está doente. A causa principal é o tipo de desenvolvimento que as sociedades assumiram. Ele acaba ultrapassando os limites de suportabilidade da natureza e da Terra. Temos que produzir, sim, para alimentar a humanidade. Mas de outro jeito, respeitando os ritmos da natureza e seus limites, permitindo que ela descanse e se refaça. A isso se chamou de desenvolvimento humano sustentável e não apenas crescimento material, medido pelo PIB..

Em nome desta consciência e desta urgência, surgiu o princípio responsabilidade (Hans Jonas), o princípio cuidado (Boff e outros),o princípio sustentabilidade (Relatório Brundland), o princípio da cooperação (Heisenberg/Wilson/Swimme), o princípio prevenção/precaução (Carta do Rio de Janeiro de 1992 da ONU), o princípio compaixão (Schoppenhauer/Dalai Lama) e o princípio Terra (Lovelock e Evo Morales), entendida como um super-organismo vivo, sempre apto a produzir vida.

A reflexão ecológica se complexificou. Não se pode reduzi-la apenas à preservação do meio ambiente. A totalidade do sistema mundo está em jogo. Assim surgiu uma ecologia ambiental que tem como meta a qualidade de vida; uma ecologia social que visa um modo sustentável de vida (produção, distribuição, consumo e tratamento dos dejetos); uma ecologia mental que se propõe criticar preconceitos e visões de mundo, hostis à vida e formular un novo design civilizatório, à base de princípios e de valores para uma nova forma de habitar a Casa Comum; e por fim uma ecologia integral que se dá conta de que a Terra é parte de um universo em evolução e que devemos viver em harmonia com o Todo, uno, complexo e carregado de propósito. Daí resulta a paz.

Então se torna claro que a ecologia mais que uma técnica de gerenciamento de bens e serviços escassos representa uma arte, uma nova forma de relação para com a natureza e a Terra.

Por todas as partes do mundo surgiram movimentos, instituições, organismos, ONGs, centros de pesquisa que se propõem cuidar da Terra, especialmente dos seres vivos.

Se triunfar a consciência do cuidado e da nossa responsabilidade coletiva pela Terra e por nossa civilização, seguramente teremos ainda futuro.




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Conversando com versos (136): "O cavalo morto", de Cecília Meireles (1901-1964)




"O cavalo morto”


VI A NÉVOA da madrugada
deslizar seus gestos de prata,
mover densidades de opala
naquele pórtico de sono.

Na fronteira havia um cavalo morto.

Grãos de cristal rolavam pelo
seu flanco nítido; e algum vento
torcia-lhes as crinas, pequeno,
leve arabesco, triste adorno,

- e movia a cauda ao cavalo morto.

As estrelas ainda viviam
e ainda não eram nascidas
ah ! as flores daquele dia ...
- mas era um canteiro o seu corpo:

um jardim de lírios, o cavalo morto.

Muitos viajantes contemplaram
a fluida música, a orvalhada
das grandes moscas de esmeralda
chegando em rumoroso jorro.

Adernava triste, o cavalo morto.

E viam-se uns cavalos vivos,
altos como esbeltos navios,
galopando nos ares finos,
com felizes perfis de sonho.

Branco e verde via-se o cavalo morto,

no campo enorme e sem recurso,
- e devagar girava o mundo
entre as suas pestanas, turvo
como em luas de espelho roxo.

Dava sol nos dentes do cavalo morto.

Mas todos tinham muita pressa,
e não sentiram como a terra
procurava, de légua em légua,
o ágil, o imenso, o etéreo sopro
que faltava àquele arcabouço.

Tão pesado, o peito do cavalo morto! 


Fonte: Meireles, Cecília. Obra poética. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, pp. 360/361


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Três papas em Cuba




Por Frei Betto 



O Vaticano acaba de anunciar que, a caminho dos EUA, no final de setembro, o papa Francisco visitará Cuba. O único país socialista da história do Ocidente divide com o Brasil o privilégio de merecer a visita dos três últimos pontífices.

Assessorei o governo cubano no decorrer das viagens de João Paulo II (janeiro de 1998) e Bento XVI (março de 2012), e testemunhei o entusiasmo com que foram acolhidos pela população.

Quando Bento XVI anunciou que iria à ilha, os bispos da América Latina se queixaram, pois ele havia visitado, no continente, apenas o Brasil, e não reservara agenda para outros países majoritariamente católicos, como México, Colômbia e Argentina. A queixa obrigou Bento XVI a fazer escala no México, onde recebeu os bispos do Conselho Episcopal Latino-Americano.

Em Cuba, apenas 5% da população de quase 12 milhões de habitantes se declaram católicos.

A Casa Branca (George W. Bush) pressionou João Paulo II, de todas as formas, para que ele não fosse a Cuba. Se fosse, condenasse o regime revolucionário. Wojtyla foi, permaneceu ali cinco dias, mais do que o tempo habitual dedicado a outros países, estreitou seus laços de amizade com Fidel e ainda elogiou os avanços sociais da Revolução, como a saúde e a educação.

Bento XVI esteve em Cuba por apenas três dias, e também nada expressou que contrariasse as autoridades do país.

Na visita de João Paulo II, Fidel quebrou o protocolo e, todas as noites, esteve na nunciatura, onde o pontífice se hospedou. Mantiveram longas conversas regadas a sucos tropicais.

Raúl, em 2012, teve a sorte de um forte temporal impedir que a aeronave de Bento XVI decolasse na hora prevista, o que possibilitou longa conversa entre os dois.

Tanto Fidel quanto Raúl foram alunos internos de colégios jesuítas por longos anos, e consideram muito positivo esse período de suas vidas. Aliás, para entender suas personalidades há que conhecer como os jesuítas forjavam o caráter de seus alunos na primeira metade do século XX.

Após a visita de João Paulo II, o teólogo italiano Giulio Girardi, em almoço com Fidel, comentou considerar exorbitante o papa presentear a Virgem da Caridade, a Aparecida de Cuba, com uma coroa de ouro. Fidel reagiu bravo: “A Virgem da Caridade não é apenas padroeira dos católicos. É padroeira de Cuba”.

O papa Francisco fez a ponte (daí pontífice) para Cuba e EUA se reaproximarem, como admitiram Raúl e Obama nos discursos de retomada da boa vizinhança, a 17 de dezembro de 2014.

Em 1959, a vitória da Revolução contou com a reação contrária da Igreja Católica, marcada pelo franquismo espanhol. Embora nenhum sacerdote tenha sido perseguido e nenhum templo fechado, o diálogo entre Estado e Igreja na ilha se resumia à amizade de Fidel com os núncios papais. A relação com o Vaticano jamais se rompeu.

Em 1981, por solicitação de Fidel, e anuência dos bispos cubanos, iniciei no país o trabalho de reaproximação entre Igreja Católica e Estado. A publicação do livro “Fidel e a Religião”, em 1985, reduziu significativamente o preconceito comunista à religião e o temor dos católicos frente à Revolução.

Fidel retomou o diálogo com os bispos. Suprimiu-se o caráter ateu do Estado e do Partido Comunista de Cuba, hoje oficialmente laicos. Agora, são excelentes as relações do governo cubano com a Igreja Católica, para tristeza dos anticastristas de Miami, que insistem em demonizar a Revolução.

Ao desembarcar em Havana, o papa Francisco não encontrará uma nação católica. E muito menos ateia. Será acolhido calorosamente por um povo imbuído de religiosidade sincrética, na qual se mesclam, como na Bahia, espiritualidade animista de origem africana e tradições cristãs. Um povo que, como nenhum outro do Continente americano, reparte entre si e com outros povos o pão da vida.




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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu realiza plantão do departamento jurídico em 15 de maio



No dia 15 de maio, sexta-feira, o Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu realizou mais um plantão do departamento jurídico com a presença do advogado do Sepe Central.



Como de praxe, os plantões tratam de questões demandadas pela categoria quando das visitas do Sepe às escolas, assembleia locais, via e-mails etc. A categoria também se faz presente nos plantões através de consultas previamente agendadas.



Neste plantão foram tratados os seguintes pontos, entre outros: 1) Processo de desconto em folha dos filiados pela rede municipal de Rio das Ostras; 2) Processo de devolução da Contribuição Sindical, conforme orientação do DJ do Sepe Central; 3) Processo sobre a Lei do 1/3 para planejamento e nova audiência no Fórum da Justiça; 4) Casos individuais de professores cujos processos estão em andamento,  configurando assédio moral, etc.

O próximo plantão está previsto para o próximo dia 22 de maio, sexta-feira.





Só a luta transforma a vida!


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