quinta-feira, 24 de abril de 2014

Lembranças da mídia ‘esquecida’ pela ditadura

Por Laurindo Lalo Leal Filho*

“Dia 1º de abril de 1964. Cinelândia, Rio de Janeiro. Em frente ao Clube Militar, um garoto de 12 anos começa a gritar ‘Jangooo’, ‘Jangooo’. Um homem alto e magro, cabelo cortado recente, bigodes finos, aponta a sua automática e explode a cabeça do menino. Nesse dia eu era diretor de jornalismo da Rede Excelsior de Televisão, na época líder absoluta de audiência. Nessa mesma noite de 1º de abril, no Jornal de Vanguarda, a cena foi ao ar”, lembra Fernando Barbosa Lima no livro Gloria in Excelsior escrito por Álvaro de Moya.

Era o início de uma longa ditadura e o começo do fim da única rede de televisão brasileira que, um dia, alinhou-se a um projeto nacional de desenvolvimento autônomo liderado pelo presidente João Goulart.

Jornal de Vanguarda, havia sido premiado pela Eurovisão, a rede europeia de televisões públicas, como melhor do mundo no seu gênero, superando os programas de notícias da BBC de Londres. Com recursos e independência, a Excelsior criava um novo padrão de qualidade para a TV brasileira, copiado depois pela Globo.

Ao tiro na Cinelândia seguiu-se a invasão da emissora por policiais armados e a derrocada de um império comandado pelo empresário Mário Wallace Simonsen. Figura esquecida intencionalmente pela mídia de hoje já que sua lembrança destrói a lenda golpista de que o Brasil de Jango caminhava para o comunismo.

O dono da Excelsior, e também da Panair do Brasil e da maior empresa exportadora de café do país, a Comal, de comunista não tinha nada. Tinha, isso sim, convicção que seus negócios só prosperariam se o país crescesse de forma independente, livre do jugo imposto pelos Estados Unidos. Disputava o mercado internacional do café com o grupo Rockfeller.

Esteve ao lado da ordem democrática durante os governos Juscelino, Jânio e Jango. Mandou um avião da Panair buscar o vice-presidente Goulart em Pequim, durante a crise da renúncia de Jânio em 1961 e hospedou-o em seu apartamento de Paris, durante uma das escalas da longa viagem. Os golpistas nunca o perdoaram.

Envenenamento simbólico

Os projetos de reformas de base enviadas por Jango ao Congresso, em março de 1964, se efetivados, encaminhariam o Brasil para o patamar de “potência independente, com ascendência sobre a América Latina e a África”, no dizer do sociólogo Octavio Ianni no livro O colapso do populismo no Brasil.

A essa política se contrapôs, com o golpe, um modelo de capitalismo associado e dependente mantendo o Brasil na condição de satélite da órbita centralizada pelos Estados Unidos. Coube à mídia dar respaldo à subserviência, sem o qual a ação dos golpistas e depois a da ditadura, teria sido mais árdua.

No centro desse processo, como coordenador do trabalho de conquista dos corações e mentes da sociedade, estavam o Instituto de Pesquisas Sociais, o IPES e o Instituto de Ação Social, o IBAD. Um complexo de produção ideológica que “publicava diretamente ou através de acordo com várias editoras, uma série extensa de trabalhos, incluindo livros, panfletos periódicos, jornais, revistas e folhetos. Saturava o rádio e a televisão com suas mensagens políticas e ideológicas”, como mostra a pesquisa de Rene Armand Dreifuss, publicada no livro 1964: a conquista do Estado.

A máquina da desinformação, azeitada por recursos captados nas elites empresariais pagava os donos de jornais, rádios e TVs ou diretamente os jornalistas, executores das pautas de interesse dos golpistas.

É precioso o relato de Rene Dreyfuss ao demonstrar como “o IPES organizava equipes de ‘manipuladores de notícias’ que preparavam e compilavam material sob a coordenação geral do general Golbery do Couto e Silva, especialista em guerra psicológica. Esses manipuladores se responsabilizavam pelas ‘campanhas de pânico’. A ‘campanha da ameaça vermelha’ empreendida pelo IPES mostrou-se muito útil na melhoria de sua situação financeira, já que atraiu contribuições de empresários tomados de pânico e profissionais que temiam o futuro”.

Segundo Dreyfuss, “eram também ‘feitas’ em O Globo notícias sem atribuição de fonte ou indicação de pagamento e reproduzidas como informação factual. Dessas notícias, uma que provocou um grande impacto na opinião pública foi a de que a União Soviética imporia a instalação de um Gabinete Comunista no Brasil, exercendo todas as formas de pressões internas e externas para aquele fim”.

O envenenamento simbólico de parte da população era feito com muita competência e a própria mídia apresentava possíveis antídotos, além do golpe que estava sempre presente no horizonte.

Versões distorcidas

Sem registros históricos, um desses antídotos só não é risível porque o momento não estava para brincadeiras. A TV Paulista e a Rádio Nacional de São Paulo, que depois seriam vendidas para as Organizações Globo, numa operação até hoje contestada na justiça, propiciaram um espetáculo bizarro na Semana Santa que antecedeu o golpe.

O apresentador do programa de rádio diário A hora da Ave Maria, Pedro Geraldo Costa foi a Jerusalém às expensas das emissoras e de lá trouxe uma cruz enorme de madeira que chegou ao Rio de Janeiro de avião e seguiu em peregrinação para São Paulo trafegando lentamente pela via Dutra, com uma parada simbólica em Aparecida. Nas proximidades da capital foi içada por um helicóptero e suavemente depositada no Vale do Anhangabaú em meio a multidão convocada pelo rádio e pela TV para orar junto à cruz pelo país. Episódio esquecido que, no entanto, se articula com as marchas religiosas e golpistas do período, insufladas pela mídia.

Como depois as pesquisas do Ibope mostraram, essas multidões arregimentadas pelo conluio igreja-meios de comunicação representavam parcelas minoritárias da população. A maioria apoiava o governo Jango e a sua política reformista. Mas até hoje, passados 50 anos, o golpe ainda é apresentado pela mesma mídia como tendo sido respaldado pelo povo. Foi apenas por aqueles que se deixaram levar pela insidiosa campanha midiática do início dos anos 1960.

Apesar do desfecho trágico que levou o Brasil a uma ditadura sanguinária, em termos de mídia estávamos melhor naquela época do que hoje. Nas bancas, a Última Hora era a alternativa aos jornais reacionários, a TV Excelsior abria espaço para o contraditório e algumas emissoras de rádio mantinham-se alheias as pressões golpistas, como a 9 de Julho de São Paulo, cassada pela ditadura.

Hoje nem isso temos possibilitando que apenas uma versão, a dos golpistas, continue circulando pela mídia tradicional. O “esquecimento” de figuras como a de Mário Wallace Simonsen e de episódios como a da cruz que veio de Jerusalém são propositais. Se lembrados poriam em xeque a ameaça comunista e o apoio espontâneo das massas ao golpe.

Versões distorcidas, bem ao gosto do Instituto Millenium que está aí como um fantasma a lembrar alguns traços assustadores dos antigos IPES e do IBAD.

*Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP e autor, entre outros, de A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho



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Conversando com versos (58): “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio”, de Fernando Pessoa (1888-1935)



"Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio"

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços, e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.



Fonte: Fernando Pessoa. Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983, pp.190/191.


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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Na véspera do Netmundial, Senado aprova Marco Civil da Internet

O Senado aprovou na noite de hoje (22), sem alterações, o projeto que institui o Marco Civil da Internet. A matéria segue agora para sanção presidencial e a expectativa é de que seja transformado em lei ainda durante o seminário Netmundial, que ocorrerá em São Paulo a partir desta quarta-feira (23).

O Marco Civil estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para internautas e provedores na rede mundial de computadores no Brasil. Sua grande vitória é a garantia dos princípios de neutralidade de rede, da liberdade de expressão e da não violação da intimidade.

O primeiro, assegurado pelo Artigo 9º, garante tratamento isonômico para qualquer pacote de dados, sem que o acesso ao conteúdo dependa do valor pago. Assim, as empresas de telecomunicações ficam proibidas de discriminar usuários conforme os serviços ou conteúdos que eles acessam.

O segundo, por sua vez, no Artigo 19, limita à Justiça a decisão sobre a retirada de conteúdos, uma vez que, atualmente, vários provedores tiram do ar textos, imagens e vídeos de páginas que hospedam a partir de simples notificações.

Já o terceiro garante o direito dos usuários à privacidade, especialmente em relação ao sigilo das comunicações pela internet. O texto determina que as empresas desenvolvam mecanismos para garantir, por exemplo, que os e-mails só sejam lidos pelos emissores e pelos destinatários e assegura proteção a dados pessoais e registros de conexão, evitando venda de dados e colocando na ilegalidade a cooperação das empresas de internet com órgãos de informação estrangeiros.

Com informações da Agência Senado e da Agência Brasil

Fonte:
http://contee.org.br/contee/index.php/2014/04/na-vespera-do-netmundial-senado-aprova-marco-civil-da-internet/#.U1k0q1VdWTI


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Conselho Nacional de Direitos Humanos deve ser votado na Câmara

Os deputados federais aprovaram na semana passada um requerimento de urgência para votação definitiva do projeto de lei que cria o Conselho Nacional de Direitos Humanos. O projeto tramita há 20 anos no Congresso Nacional e é responsável pela reestruturação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Com o pedido de urgência, o projeto deverá ser votado nos próximos dias.

A intenção é que o projeto de lei seja aprovado em plenário ainda no primeiro semestre deste ano. Depois da votação no plenário da Câmara, dependerá apenas da sanção presidencial para tornar-se lei.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara em março deste ano homenageou os 50 anos de atuação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana no País. Uma das principais mudança do novo conselho é que dá maior representatividade da sociedade civil, ou seja, aumenta o número de representantes, permitindo a incorporando de organizações e redes criadas nas últimas décadas.

Outra diferença marcante é que o conselho a ser criado passa a ter novos poderes para investigar violações de direitos humanos, podendo, por exemplo, entrar num presídio sem prévio aviso ou autorização de autoridades estaduais.

O projeto, que transforma o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana no Conselho Nacional de Direitos Humanos, expressou essa necessidade de atualização no momento de sua apresentação, logo após a Conferência de Viena (1993), evento promovido pela Organização das nações Unidas (ONU), que representou um marco histórico para os direitos humanos.

O projeto teve sua tramitação iniciada na Câmara dos Deputados e, em seguida, foi encaminhado para apreciação do Senado, onde recebeu várias alterações, retornando à Câmara para a análise das alterações.

Do Portal Vermelho

Fonte:



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Na doença não é possível separar corpo de alma

Por Valéria Cimatti Pavani*

Psique, alma e mente são simplesmente sinônimos e não ideias diferentes. Corpo, matéria, soma, cromossoma também são sinônimos e não componentes diferentes de uma mesma coisa. Psicossomático nada mais é do que a união entre esses elementos. Quando nasce um corpo, nasce um ser e esse ser se expressa através dessa relação natural corpo e mente. Por isso, não é possível separá-los. Podemos tentar separá-los apenas para entendê-los, porém, se os separarmos de fato, seria equivalente a separar um projeto de sua realização. Projeto no papel é apenas uma ideia, não tem vida concreta. Corpo sem alma é um projeto no papel, não tem vida.

Quando experimentamos uma sensação como medo, frio, tristeza ou fome, não conseguimos sentir nenhuma dessas "experiências”, ou qualquer outra, só no corpo ou só na mente. Muitas vezes percebemos que estamos com fome não pela sensação física, mas porque nos sentimos irritados. Às vezes percebemos que estamos com medo porque sentimos uma forte dor de barriga. Simples assim.

Mas o fato é que, na maior parte das vezes não percebemos essa relação. Portanto, não cuidamos dela adequadamente.

Como diz Platão em seu livro Timeo: "Quando a alma é forte demais para o corpo e se vê agitada por paixões violentas, abala-o inteirinho por dentro e o enche de doenças, ou o arruína de todo. Ocorre o inverso sempre que o corpo é grande e superior à alma dotada de pequena e débil inteligência. Para obviar a esses dois perigos, só há um recurso: não acionar a alma sem o corpo, nem o corpo sem a alma, para que, defendendo-se um do outro, consigam equilibrar-se e conservar a saúde.”.

O médico e psicanalista argentino Luiz Chiozza, numa conferência em São Paulo, utilizou um exemplo excelente para descrever a psicossomática, "o raio e o trovão são manifestações de um mesmo fenômeno, percebidas em momentos diferentes”. Ele segue: "no encontro de duas nuvens carregadas de eletricidade ocorre uma explosão que emite simultaneamente uma luz e um som”. A luz chega a nós antes do som, por quê? Simplesmente "por que nesse caso ela é mais rápida do que o som, mas aconteceram simultaneamente”, defendeu ele. Isso é a psicossomática, não conseguimos separar a relação corpo e mente, mas percebê-las de formas diferentes e em momentos distintos.

Por que algumas pessoas conseguem se curar de doenças graves e outras não? Simplesmente porque algumas conseguem restabelecer o equilíbrio da relação corpo e mente. Para isso, é necessário um trabalho adequado, interessado, entre paciente e o profissional que o ajuda. A cura não é mágica, é um trabalho, mas quando a vivemos, experimentamos como um milagre.

Vejo constantemente no meu consultório pessoas com diagnósticos médicos estranhos, exagerados e às vezes até errôneos. A psicossomática é mais antiga do que Freud, mas foi ele que corajosamente anunciou essa relação. Desde então, faz com que nós, profissionais da área de saúde que reconhecemos essa relação, tentemos entender e buscar caminhos, para ajudar a nós mesmos a curar nossas doenças, assim como preveni-las.

Com o avanço da medicina, infelizmente os caminhos para os tratamentos das doenças tenderam para cuidar de partes do corpo apartadas de todo o resto, como se essas partes não se relacionassem entre si. A psicologia, por sua vez, nasce associada à psiquiatria e como todo bebê, vem crescendo e tendo personalidade própria.

Por fim, atualmente contamos com a neurociência que nos ajuda a esclarecer assuntos que antes pareciam impossíveis de entendimento, temas que ficavam à mercê de crenças e não de explicações.
Nesse sentido, Freud cientifica o inconsciente para nós. Mas, por muito tempo precisamos acionar a nossa fé para acreditar nele e hoje, a neurociência não deixa dúvidas sobre a sua existência. Somos mais inconscientes do que conscientes das nossas ações. Porém, ao menos atualmente sabemos que temos inconsciente.

Os mistérios sobre a vida ainda são muitos, mas já podemos contar com informações que nos permitem cuidar bem melhor de nós mesmos se estivermos dispostos.

* [Valéria Cimatti Pavani é psicóloga Clínica e autora do livro "TIMO: uma nova direção”]
Desenvolveu a terapêutica do "Timo”, no qual faz uma abordagem do ser humano, através da busca simultânea do equilíbrio físico e psíquico.




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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Sepe convoca a rede municipal de Rio das Ostras para Seminário Aberto, em 24 de abril



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Sepe convoca para assembleia da rede municipal de Rio das Ostras em 30 de abril



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