sábado, 12 de março de 2022
Nota Oficial do SEPE Rio das Ostras
sábado, 12 de fevereiro de 2022
Um balanço da última gestão do SEPE Rio das Ostras e Casimiro de Abreu
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
Agenda do SEPE Rio das Ostras e Casimiro de Abreu em dezembro de 2021
NOTA OFICIAL DO SEPE
RIO DAS OSTRAS ACERCA DAS FÉRIAS COLETIVAS DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO EM
JANEIRO DE 2021
No início do mês de
novembro de 2021, os profissionais da Educação foram surpreendidos com a
notícia de uma CI que incluía somente a categoria dos professores I e II nas
férias coletivas em janeiro de 2022, orientando o preenchimento dos formulários
com prazo de entrega até 17/11/21 incluindo somente esta categoria. Tal fato
causou estranhamento nas categorias de apoio pedagógico, tendo em vista o
histórico de férias coletivas a toda a equipe escolar exceto para os cargos
administrativos, que atuam no atendimento aos pais e comunidade, garantindo o
funcionamento da escola no mês de janeiro principalmente para matrículas da
comunidade escolar.
Frente à insegurança
sentida pelos profissionais da educação, em reunião com o secretário de
Educação Maurício, o Coordenador Geral do SEPE RO Luciano Barboza pediu
esclarecimentos acerca das férias coletivas, recebendo a devolutiva de que a
Secretaria de Educação concorda que as férias das profissionais devam ser em
janeiro como consta em vídeos postados em todas as nossas páginas oficiais do
SEPE nas redes sociais (YouTube, Instagram, Facebook).
No entanto, nos dias
posteriores a categoria vem apresentando diversas denúncias de que muitas
direções de escolas estão afirmando que as férias coletivas abarcarão somente
os professores. Nas demais Unidades Escolares, a informação é que até o momento
não há nenhuma indicação para férias coletivas no próximo mês, extensiva aos
profissionais da educação. Além disso, ao entrar em contato com a SEMEDE no
setor de férias, os funcionários informam que nada sabem em relação às férias a
equipe de apoio. Junto a isso, soma-se o fato de que até hoje, dia 02/12/21 a
categoria não assinou suas férias, não recebeu nenhuma CI e nem tampouco foi
publicado nenhum decreto no Diário Oficial.
Destacamos que a
categoria de apoio vem trabalhando de maneira presencial durante toda a
Pandemia, bem como suas funções estão diretamente ligadas à presença dos alunos
e professores na escola, fato esse que pode se verificar nas atribuições dos
cargos nos documentos oficiais. Cabe ressaltar, ainda, que uma das
reivindicações da categoria de apoio que atua em sala é a igualdade no
calendário escolar em relação ao professor - pauta essa que o Prefeito
Marcelino, em reunião com o sindicato afirmou que seria possível atender por
meio de decreto.
Sendo assim,
desconhecemos motivos que justifiquem a presença de tais profissionais na
escola fora do período letivo, não havendo prejuízos em relação ao serviço
interno da escola, executado como de praxe pelos cargos que tem tal
competência.
Nos questionamos como
estes profissionais da educação poderão, após o período de férias escolares,
gozar de suas férias sem prejuízo do funcionamento da escola e consequentemente
no aprendizado dos alunos, tendo em vista que o quadro de funcionários não
comporta a cobertura de férias de um em decorrência do trabalho do outro sem
que seja através da sobrecarga de trabalho. Caso a intenção não seja essa, os
servidores que atuam no apoio tirarão suas férias em janeiro de 2023?
Consideramos essa possibilidade como absurda, injusta e desumana e não iremos
aceitá-la!
*O SEPE Rio das Ostras
repudia a falta de organização com que a administração municipal vem conduzindo
este processo, demorando a prestar esclarecimentos e informando a categoria de
forma tardia sobre suas decisões. Exigimos um posicionamento da Prefeitura. É
urgente que haja um comprometimento com a categoria em garantir as férias
coletivas em Janeiro de 2022 como reivindicado pelo SEPE na última audiência
com o prefeito e secretário de educação.
Convocamos a categoria
a estar mobilizada e atenta em relação aos próximos acontecimentos e
informações. Alertamos que caso as férias não sejam assinadas até a próxima
semana, faremos um ATO UNIFICADO NA SEMEDE com os profissionais da educação e
iremos decidir quais os próximos passos da luta!
O SEPE SOMOS NÓS, NOSSA
FORÇA E NOSSA VOZ!
segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Informe da última audiência com o secretario de educação de Rio das Ostras
video1 vídeo parte 2 vídeo parte 3 vídeo parte 4 vídeo parte 5 vídeo parte 6 vídeo parte 7 vídeo parte 8
Sobre a questão de 1/3. O SEPE informou que tem um processo na Justiça discordando da “hora-relógio” determinada para os professores II. Como o processo judicial é lento, o sindicato demandou da secretaria de educação um estudo de impacto de uma possível mudança para a “hora-aula” (por exemplo, quantos profissionais a mais seriam necessários). O secretário Maurício se comprometeu a estudar o assunto, verificar atualizações na legislação, e disponibilizar ao SEPE o PCCV com as atualizações das leis. Quando estiver em posse desses documentos, o SEPE apresentará protocolo com nova argumentação à prefeitura.
Formação continuada. O SEPE destacou a importância de outras iniciativas de formação para além das organizadas pela secretaria de educação, como aquelas ofertadas por universidades. O secretário Maurício destacou que nunca restringiu a formação aos cursos ofertados pela secretaria de educação. O SEPE informou que alguns desses cursos organizados por universidades são longos, de até 6 meses, não sendo possível apresentar a conclusão rapidamente. O secretário Maurício entendeu que vale a comprovação de regularmente matriculado no curso de forma que o diretor possa atestar na escola o cumprimento do horário de formação. O SEPE informou que algumas escolas ignoram esta posição e o secretário se comprometeu a reforçar a orientação junto às direções de escola. O Secretário colocou que em alguns casos específicos (como o do curso sobre a plataforma Moodle) a formação continuada ofertada pela secretaria de educação seria exigida. Colocou também que não houve desconto em relação à jornada pedagógica de novembro. Por fim, o SEPE destacou a importância da valorização da cultura e da história do município através da oferta de materiais para as escolas.
Lei 11.738/2008 (piso salarial, Fundeb). O SEPE demandou a formação de uma comissão para discutir as questões referentes à lei no município e o secretário acenou com a possibilidade de criá-la.
Comissão sobre critério de avaliação de servidores. O SEPE relembrou que o assunto havia sido tratado em última reunião com o secretário e este se comprometeu a convocar a comissão para discutir os critérios de avaliação.
Sobrecarga de servidores. O sindicato sinalizou que há servidores trabalhando em várias escolas. O secretário Maurício respondeu que estes casos são temporários e que a cada final de ano a situação deve melhorar. Em seguida, o SEPE alertou de que há servidores extrapolando carga horária em participação de atividade e demandou que o secretário oriente os diretores para que isso não aconteça. O secretário Maurício informou que a orientação é de que o servidor cumpra seu horário de atividade junto à escola na proporção de seu horário de aula, e que pode fazer intervenções em casos concretos onde haja dificuldades. Outro problema trazido pelo sindicato foi o da padronização dos roteiros, que acaba em muitos casos exaurindo a carga horária. A secretaria informou que sua preocupação está mais sobre conteúdo do que sobre formação. Sobre formulário home office, o SEPE informou que está havendo bastante confusão nas escolas e cobrou uma orientação da secretaria para as escolas já que elas estão com exigências diferentes. Por fim, SEPE e secretaria de educação concordaram com a importância de se manter, no ano que vem, parte das reuniões pedagógicas de forma online.
Projetos Político-Pedagógicos. O secretário Maurício concordou com a necessidade de reformulá-los, e rediscutir nas escolas sua importância. Informou que sua intenção é fazê-lo no primeiro semestre de 2022, ofertando formação para as escolas sobre os PPPs.
Protocolo COVID-19. O SEPE trouxe a queixa de que escolas juntaram grupos amarelo e azul. O secretário respondeu que, onde isto aconteceu, foi respeitado o percentual de 50% da capacidade das escolas.
Férias. O SEPE trouxe a preocupação de servidores não
professores não terem suas férias em janeiro. O secretário manifestou sua
concordância de que todos os profissionais que trabalham em contato com alunos
no processo letivo devem ter férias em janeiro e vai verificar a questão junto
à secretaria de administração.
sábado, 20 de novembro de 2021
O dia da Consciência Negra
O dia 20 de Novembro de 1695 é o dia da morte de Zumbi dos Palmares, Zumbi foi
o mais importante líder negro do Quilombo de Palmares. O Quilombo dos Palmares
(localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade
auto-sustentável, um território formado por escravos negros que haviam escapado
das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. Ele ocupava uma área próxima ao
tamanho de Portugal e sua população alcançou o marco de 50 mil pessoas em 1670.
Aos 40 anos de idade Zumbí dos Palmares morreu e tornou-se o herói ou
mártir da abolição da escravatura brasileira. Em 1995 após anos de
reinvidicação do movimento negro (desde a década de 1970 o movimento negro
comemora o 20 de novembro), a data da morte de Zumbi foi adotada como o dia da Consciência
Negra. O dia da consciência negra deve ser uma data que represente a luta do
povo negro e ninguém melhor que Zumbi para expressar essa luta.
Zumbi é o símbolo maior dessa luta porque nunca aceitou fazer acordos com os
brancos, sempre defendeu a libertação de todos os escravos, diferente de Ganga
Zumba outro importante líder negro do Quilombo de Palmares que tentou fazer um
acordo com os escravocratas brancos.
Por volta de 1678, o governador da Capitania de Pernambuco cansado do
longo conflito com o Quilombo de Palmares, se aproximou do líder de Palmares,
Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os
escravos fugidos se o quilombo se submetesse à autoridade da Coroa Portuguesa;
a proposta foi aceita por Ganga Zumba, mas Zumbi, na época general do exercito
do quilombo de Palmares, rejeitou a proposta do governador e desafiou a
liderança de Ganga Zumba. Prometendo continuar a resistência contra a opressão
portuguesa, Zumbi tornou-se o novo líder do quilombo de Palmares.
O feriado de Zumbi dos Palmares é o único feriado que homenageia uma
liderança popular do Brasil, pois a Proclamação da Republica, a Independência
do Brasil e a Conjuração Mineira são exemplos de feriados feitos por movimentos
das elites, sem participação popular, para não alterar as estruturas fundiárias
do Brasil.
Apesar da importância histórica de Zumbi, percebemos nas leis
brasileiras novamente o preconceito racial, pois o dia 20 de novembro ainda não
é considerado um feriado nacional oficial, sendo feriado oficial em algumas
cidades, porém sendo ponto facultativo em outras cidades. O movimento negro não
aceita o dia 13 maio de 1888 (dia oficial da abolição) como seu dia, pois esse
dia foi somente a assinatura da lei Áurea pela branca opressora princesa Isabel.
A libertação dos negros não deve ser comemorada neste evento feito pela elite,
pois a luta do povo negro se fez durante os mais de 350 anos de resistência à
escravidão através das guerras de libertação promovidas pelos diversos
quilombos formados nas diferentes regiões do Brasil.
Da senzala à favela
As negras e os negros ainda não garantiram sua integração à sociedade
brasileira, pois após a abolição da escravatura os negros e negras não
receberam terras ou nenhum outro tipo de indenização pelos séculos de trabalho
escravo. Sem dinheiro e local para morar, os negros e as negras em grande
escala saíram das senzalas e foram morar nas encostas livres e perigosas por
poderem desabar a qualquer momento, isso foi um dos fatores para a formação das
favelas no Rio de Janeiro ao longo do tempo. Todo esse processo de fim da
escravidão no Brasil é entendido pelo conjunto do movimento negro como uma
abolição inacabada.
Os negros e as negras continuam sofrendo com as profundas desigualdades
sociais. Vivemos na maior nação negra fora da África, que assistiu mais de 5
milhões de africanos serem escravizados (cerca de 40% do total de negros
arrancados da África pelo tráfico escravista). Conforme nos mostra o Índice de
Desenvolvimento Humano, as condições de vida dos negros no Brasil hoje são
péssimas: ganhamos os piores salários, somos os primeiros a serem demitidos e
os livros escolares ainda não contam nossa história.
Lucram encima do racismo
A lógica do lucro e da exploração do sistema capitalista faz os capitalistas se
aproveitarem do racismo para pagar menores salários aos negros e as negras,
pois estes estão desempregados em maior número no mercado de trabalho por causa
do racismo e por isso acabam aceitando salários mais baixos para não morrerem
de fome. A luta do povo negro só se encerrará quando acabarmos com a exploração
do homem pelo homem, e isso só é possível em uma sociedade socialista, onde
todas as etnias (brancos, indígenas, negros e amarelos asiáticos) poderão
construir a sociedade da igualdade.
A juventude negra é o principal alvo da violência urbana, principalmente
dos excessos cometidos pela polícia. Os jovens negros são os que mais morrem
nas favelas e periferias por ações policiais. Por outro lado, as jovens negras
são as que mais morrem por consequência de abortos mal feitos por utilizar
clínicas baratas clandestinas onde faltam recursos para uma operação deste
tipo. Além disso, as mulheres negras são as mais oprimidas (opressão de raça,
de classe e de gênero-machismo).
Cultura negra é desprezada
A religião afro-brasileira, a capoeira e a música são elementos identitários do
povo negro que foram mantidos de geração em geração até os dias atuais através
da cultura negra de resistência. Percebemos que essa cultura é desprezada pelos
grandes meios de comunicação, mas isso não mudara a disposição de luta do
movimento negro que tem alcançado mais visibilidade ao longo dos anos.






