segunda-feira, 2 de abril de 2012

NOTA DE REPÚDIO

" TREM DA ALEGRIA" EM RIO DAS OSTRAS
PREFEITURA DE RIO DAS OSTRAS CRIA QUATRO NOVAS SECRETARIAS

A propósito da aprovação e sancionamento da Lei nº 1.672/2012,  que cria quatro novas  secretarias  municipais, a diretoria do Sepe Rio das Ostras e Casimiro de Abreu torna pública a seguinte nota de repúdio:

No final de gestão e ano eleitoral, a população de Rio das Ostras foi surpreendida ao ler no Jornal  Oficial do município nº 572,  de 23 a 29 de março último,  a aprovação e o sancionamento da Lei nº 1.672/2012, que cria quatro novas secretarias  municipais. 

Num momento em que os efeitos da crise financeira reclamam austeridade, que, em nível mundial, são adotadas medidas para fazer uso racional do dinheiro público, da receita gerada pelo imposto suportado pelos contribuintes, a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Rio das Ostras seguem na contramão e praticam  com o “trem da alegria” um péssimo exemplo.

Para o  SEPE Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu,  trata-se de mais uma iniciativa da prefeitura de “mostrar serviço”,  ao mesmo tempo em que  cria cargos comissionados para eventuais apoiadores com vistas às próximas eleições.  É o, popularmente, chamado “cabide de empregos” que toma por base tão somente critérios políticos e atende aos interesses exclusivos dos vereadores e do próprio prefeito. E,  em nenhum momento, considera a expectativa da população  que os escolheu para exercer tais funções.

O SEPE,  além de não concordar com essa prática fisiologista , também não vê como necessária a recém criada Secretaria Municipal de Valorização do Sistema de Ensino (SEMVE), pois  entende que suas alegadas atribuições deveriam ser de responsabilidade da  já existente Secretaria de Educação.

Gerar aos cofres públicos uma sangria é, definitivamente, um ato de desrespeito. Fere, ainda, o Legislativo, princípios que deveria defender, na medida em que abre espaço para a escolha de "apadrinhados" que não precisarão, como a maioria das pessoas, prestar concurso público para trabalhar.

O Sindicato questiona tal iniciativa, pois além de ser vergonhosa,  nos leva indagar por que a Prefeitura não investe na educação.  Ao invés de criar mais cargos comissionados, onde  estão as vagas para as nossas crianças nas creches municipais,   o material pedagógico para os professores e a política efetiva  de construção de escolas e creches? 

O SEPE  defende uma  Educação Pública  Gratuita , Democrática , Laica , Universal e de Qualidade Social , e rejeita  qualquer  fórmula ao sabor do receituário neoliberal, com terceirizações e privatizações de serviços públicos.

O SEPE vem a público cobrar das autoridades do executivo e do legislativo coerência entre o proclamado e o realizado. “ Governando com responsabilidade “ deve ser,  mais que um slogan,  uma prática em respeito à população que paga impostos e carece de serviços públicos. Especialmente, de educação, de saúde e de segurança. 


Rio das Ostras, 02 de Abril de  2012.

SEPE - Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu

End.: Alameda Casimiro de Abreu, 292 – 3º and. Sl. 8 – Centro – Rio das Ostras
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Sepe vai à justiça contra o descumprimento da lei do 1/3 de atividades extraclasse

                                  Boletim do SEPE  
            Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro

       NÚCLEO MUNICIPAL DE RIO DAS OSTRAS E CASIMIRO DE ABREU

O Sepe entrou na justiça contra a Prefeitura de Rio das Ostras pelo cumprimento da Lei federal nº 11.178, que estipula 1/3 da carga horária para as atividades extraclasse. O Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu pela constitucionalidade da lei, que também cria o piso salarial nacional. Uma das bases para ação do SEPE foi a decisão do Desembargador José Roberto Bedran , presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado, no final do ano passado , recusou o recurso do governador Geraldo Alkmin (PSDB) e manteve a decisão liminar ganha pela APEOSP. 

Esta decisão é muito importante , pois cria jurisprudência para os demais fóruns . Nela , o presidente do TJ-SP toca em um princípio fundamental :”(o que tem que ser) observado é decorrência do princípio da valorização do professor , cuja atividade não se restringe a ministrar aulas , mas, exige a dedicação e o dispêndio de inúmeras horas com estudo , para aperfeiçoamento e aprofundamento profissional”.

 Esta posição o SEPE tem defendido na discussões sobre plano de carreira que, lamentavelmente, foi ignorada pela Prefeitura e a Câmara dos vereadores. 

De imediato lutamos para que seja implementada a composição da jornada de trabalho prevista na Lei 11.738/08 (PISO SALARIAL PROFISSIONAL NACIONAL ) que prevê no mínimo 33% para as atividades extraclasse. Esta lei em seu artigo 2º , parágrafo 4º prevê: “ Na composição da jornada de trabalho , observar-se-á o limite máximo de 2/3 da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”.

Confirmada esta decisão, o município de Rio das Ostras, que destina apenas 20,0 % da jornada de trabalho do(a) professor(a) para as atividades extraclasse (sendo o menor índice entre os municípios da região) , terá que ampliar este percentual para 33%. 

Portanto, uma jornada adequada aliada às melhores condições de trabalho, valorização salarial e políticas educacionais que atendam às necessidades dos professores , demais profissionais da educação e dos estudantes, são o caminho para uma educação pública de qualidade. Vejam as tabelas que comprovam que a Prefeitura de Rio das Ostras concede menos tempo para as atividades extraclasse do que a lei manda. 

CARGA HORÁRIA de Rio das Ostras (HOJE)
Carga Horária Semanal - Profissional de Educação (Magistério – PI e PII)

CH Horas  25
Regência    20
Extra classe
Horas  5
% da CH total  20,00%


Simulação ( aplicação de 1/3 de CH extra-classe)
Carga Horária Semanal - Profissional de Educação (Magistério – PI e PII)

CH Horas  25
Regência    17
Extra classe
Horas  8
% da CH total  33,33%
  •  Valor arredondado

               REDE MUNICIPAL DE RIO DAS OSTRAS:
                       Uma das maiores cargas horárias de todo estado.

Iniciamos mais um ano letivo e , nessas ocasiões ,devemos procurar uma reflexão com os profissionais da educação sobre a situação da escola pública municipal de Rio das Ostras. O SEPE vem há muito tempo denunciando as más condições de trabalho de nossas escolas. A excessiva carga horária de trabalho em sala de aula ajuda a explicar o adoecimento dos professores e muitas vezes a dificuldade de administrar os conflitos em sala de aula.

O Sepe desenvolve uma pesquisa com a Fiocruz e a UERJ sobre a Saúde do(a) trabalhador(a), e no seu
último relatório apresentou uma alta incidência de doenças de voz , estresse , LER , tendinite e outras enfermidades entre os professores e funcionários.

A atual conformação da jornada de trabalho prejudica os profissionais da educação e afeta diretamente a qualidade do ensino. Infelizmente, a educação vem sendo massacrada e precisamos
reagir. Por isso, consideramos as atividades extraclasse fundamentais para a qualidade do ensino.

Entre elas, destacamos a formação continuada no próprio local de trabalho , que o governo municipal deveria prover , em parcerias com as universidades , buscando aliar teoria à prática pedagógica e, assim , aproximar a escola real com todas as suas potencialidades e seus problemas. Diferentemente, do que tentaram criar com um convênio como a ” Escola de Inteligência” nos levando a questionar as razões que justifiquem tal projeto. Mais uma vez, a Secretaria de Educação de maneira arbitrária e não muito transparente tenta implantar projetos artificiais que acabam definitivamente onerando os cofres públicos. O que os profissionais da educação desejam e serem respeitados. A luta pela democratização em nosso país não se reflete na rede municipal de ensino de Rio das Ostras. O Assédio Moral, a perseguição aos profissionais da educação e a falta de liberdade de expressão são péssimos sintomas para a construção de uma escola efetivamente democrática. E verdadeiramente inteligente.

Aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos sem a categoria: Uma ameaça já anunciada.

O Sepe – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação – Núcleo de Rio das Ostras e Casimiro de Abreu manteve-se firme na defesa dos interesses da educação. Realizamos assembléias, encontros, e até
uma primeira paralisação na rede municipal que se poderia dizer histórica, em 27 de setembro do ano passado. Solicitamos audiências com a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores para abertura do diálogo,
que, infelizmente, não se efetivou. 

Aprovaram o Plano e hoje nossa categoria vive um grande ataque, pois o Prefeito Carlos Augusto incorporou a antiga GAP em um dos artigos do Plano de Carreiras que acaba por levar todo profissional da educação a trabalhar doente para não perder sua gratificação. O SEPE questiona esta gratificação de desempenho por seus com critérios não transparentes que rezam a cartilha neoliberal que ataca os direitos dos trabalhadores.

O SEPE tem deliberação histórica de não aceitar abonos ou gratificações mas , sim, salários com ganhos efetivos. Por isso, o SEPE entende que esta luta não terminou e que precisamos reabrir esta discussão junto aos profissionais da educação nas escolas e na Câmara dos Vereadores. REVISÃO DO PCSV, JÁ!!!


Nossa pauta de reivindicação:

Em 2012, ano de eleição , a rede municipal de Rio das Ostras precisará lutar por um reajuste digno , pelo cumprimento da Lei 11.178 ( do 1/3 de atividades extraclasse), pela revisão no Plano de Carreiras, Cargos e Salários, pela eleição direta para diretores de escola , pela melhoria das condições de trabalho e de saúde, pela política de construção de escolas e creches – Fim das escolas de lata! Esta é a nossa luta. Profissionais da Educação: A luta continua com autonomia e independência dos governos , patrões e partidos!!!

Filia-se ao SEPE

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Professores de Curitiba barram política de gratificação por resultado


Os professores municipais de Curitiba impuseram, com sua organização e luta, uma grande derrota a política de reestruturação do serviço público implantado nacionalmente a partir da imposição de metas e de gratificações por resultados. A mobilização da categoria conseguiu barrar a criação de uma gratificação por produtividade e forçou a Prefeitura tucana incorporar o valor no salário.


Desde o segundo semestre de 2011, os trabalhadores da educação de Curitiba estão em luta por melhores condições de trabalho, valorização salarial, reestruturação do plano de carreira e por melhorias no serviço de assistência à saúde dos servidores. A categoria começou a retomar sua luta por avanços e direitos em meados do ano passado, quando retira da direção do Sindicato o grupo político que dirigia a entidade há mais de 14 anos e elege uma chapa de oposição formada a partir da base.
Os trabalhadores do magistério retomam seus instrumento de organização e luta. Em fevereiro, já durante a Campanha Salarial, a categoria intensifica seu processo de mobilização com manifestações, paralisação de 30 minutos nas escolas e panfletagem para a comunidade.

Como resposta a esse processo de reorganização do movimento dos professores, a Prefeitura tentou impor uma armadilha. Encaminhou à Câmara dos Vereadores um “pacote de bondades” que previa reajuste salarial de 10% e a criação do Programa de Produtividade e Qualidade (PPQ), uma gratificação baseada em avaliação de desempenho que, por seu caráter produtivista e coercitivo, tinha como objetivo aumentar o controle sobre os trabalhadores e desarticular o movimento.

A categoria se manteve firme e foi à luta para barrar a política de gratificação por produtividade. Diante da intransigência da Prefeitura, os professores paralisaram mais de 70% das escolas da rede e foram às ruas exigir valorização, com incorporação no salário, e avanços nas demais reivindicações. A luta dos professores de Curitiba ultrapassou os limites da categoria profissional e apoiou-se na solidariedade de classe dos demais trabalhadores que mantêm seus filhos estudando na rede pública de ensino. Em menos de 15 dias, o movimento reuniu mais de 30 mil assinaturas em apoio às reivindicações dos professores.

A pressão da categoria forçou a Prefeitura a recuar na proposta de implementação da gratificação por produtividade. A administração municipal, que há mais de 20 anos é controlada pelo mesmo grupo político, se viu obrigada a assumir o compromisso de transformar a verba que antes seria destinada para criação do PPQ em reajuste salarial.

Em assembleia com a participação de mais de 900 trabalhadores, o magistério reafirmou no dia 21 de março sua rejeição ao Programa de Produtividade e Qualidade. Conscientes do papel político que essa gratificação poderia desempenhar como instrumento de coerção e controle, os professores rejeitaram o ganho imediatista e optaram pela incorporação no salário, garantindo também que os aposentados, que seriam excluídos da gratificação, sejam beneficiados.

Com a incorporação da gratificação no salário, o magistério municipal de Curitiba encerra a Campanha Salarial deste ano com um reajuste de 19,56% e com o mérito de ter derrotado uma política que causa prejuízos a milhões de servidores públicos em todo Brasil.

Os trabalhadores do magistério de Curitiba continuam mobilizados para fazer com que a Prefeitura cumpra o acordo e reformule o projeto enviado à Câmara Municipal.
A principal tarefa agora é intensificar ainda mais o processo de discussão e mobilização nas escolas, avançando na organização por local de trabalho, como forma de fortalecer a luta da categoria para manter direitos e avançar em novas conquistas!


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Animadores culturais realizam assembleia dia 3 de abril


Os animadores culturais da rede estadual fazem assembleia no dia 3 de abril, terça-feira, às 10h, no auditório do Sepe Central (Rua Evaristo da Veiga, 55, 7º andar, Centro do Rio). A pauta principal será a luta pela regularização da categoria, que vem sofrendo ataques do Ministério Público do estado, que pede na Justiça a exoneração dos profissionais. Em novembro do ano passado, a Procuradoria-Geral da Alerj conseguiu, através de um efeito suspensivo, decisão favorável para os animadores, suspendendo uma ação do MP estadual.

O processo corre na 13ª Vara de Fazenda Pública e teve início em 2011. A ação foi motivada pela aprovação de uma emenda constitucional (gerada pela PEC 48/09) pela Alerj, em 2010, que incluía a animação cultural entre os princípios nos quais o ensino se basearia no estado. Na prática, ela regulamentava a função de animador, beneficiando os profissionais remanescentes do grupo de 1,5 mil contratados em 1994, no governo Brizola, para atuarem nos Cieps.

A ação civil publica pedindo a exoneração dos animadores não concursados, bem como a realização de concurso público para contratá-los, foi proposta este ano pelo MP estadual, e teve decisão favorável da Justiça. Com o recurso da Procuradoria da Alerj, no entanto, a sentença foi suspensa até o julgamento da ação por uma das Câmaras Civis do Tribunal de Justiça.

Conheça a história dos animadores no Rio:

Os Animadores Culturais foram contratados, por meio de um processo de seleção, realizado pelo 2º Programa Especial de Educação do Governo Leonel Brizola, no início da década de 1990, para atuar, em princípio, nas escolas de horário integral (CIEPs). Todos os animadores fizeram curso um de formação na UERJ com duração de um ano. Com o fim do programa, mas com o reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido por estes profissionais, eles foram mantidos na rede e sua atuação expandida para as outras escolas. Inicialmente, os animadores somavam mais de mil e quinhentos profissionais, mas atualmente são pouco mais de 450.

A situação atual destes profissionais é muito grave. Embora sempre tenham descontado para a Previdência (a oficial do estado em alguns momentos e para o INSS em outros), nunca tiveram seus direitos trabalhistas assegurados. Grande parte está hoje em idade bem avançada e vários estão doentes e sem receber qualquer assistência. Muitos têm tempo para se aposentar, mas não podem fazê-lo. Há ainda as famílias dos que faleceram, mas não recebem qualquer tipo de pensão. O estado descontou do salário dos profissionais durante todos estes anos, mas não repassou os valores ao INSS que, desta forma, nega a estes trabalhadores, qualquer benefício. A responsabilidade deste verdadeiro caos funcional não é dos profissionais que estão trabalhando nas escolas há quase 20 anos e sim dos inúmeros governos que se sucederam no Estado e que não buscaram resolver o problema. Todos reconheceram a importância do trabalho dos Animadores Culturais, mas aproveitaram de sua mão de obra sem a preocupação de resolver a os problemas funcionais decorrentes de sua contratação.

Em 2009, os Animadores Culturais implementaram um movimento junto à Alerj para buscar a solução para estes problemas. O resultado desta articulação foi uma PEC, de autoria dos deputados Gilberto Palmares (PT) e Marcelo Freixo (Psol) que, a exemplo de outras situações similares (governo de Minas Gerais, agentes de saúde e Governo Lula, SUCAM/Mata-mosquitos), autorizava o governo a efetivar estes profissionais e a abrir concurso para o preenchimento das vagas existentes. A PEC teve repercussão positiva diante da opinião pública, e contou com várias manifestações populares de apoio.

Na ocasião, os profissionais da educação chegaram a apresentar aos deputados um abaixo-assinado realizado nas comunidades de atuação dos animadores, com milhares de assinaturas. O projeto foi aprovado por unanimidade nas duas seções necessárias para sua aprovação na ALERJ. No entanto, o governo do Estado, não cumpriu com o seu papel e não efetivou estes profissionais, descumprindo a lei aprovada.

Ano passado, a greve realizada pelos profissionais da Educação do Estado contou com a participação efetiva dos Animadores Culturais nos atos e assembléias. Eles conquistaram um reajuste de 14%.


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1/3 da Carga horária para atividades extraclasse



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